Ser PROFESSOR

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cordel envolve crianças e adolescentes por ser popular

Meu fraco (ou forte!] é a literatura de cordel, por isso discorro aqui algumas informações, as quais me fizeram ter um olhar carinhoso sobre este gênero da literatura. Foi esse olhar que me levou a ficar fascinada pelo cordel, que, na maioria das vezes, fala das questões do povo.

Origem do nome cordel

O nome cordel é de origem portuguesa.

Originalmente oral, os cordéis foram impressos mais tarde em folhetos rústicos e expostos para venda, pendurados em cordas ou cordéis.


No Brasil

No Brasil, mais precisamente no Nordeste, herdamos o nome, mas a tradição dos folhetos ficarem pendurados em barbantes não vingou. Eles passaram a serem escritos em forma de rima e alguns poemas ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas.

As estrofes no cordel

As mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Particularmente, prefiro escrever em septilha, sete versos com sete sílabas poéticas.
Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola ou não, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
Hoje, a literatura de cordel está amplamente conhecida no Brasil.
No Rio de Janeiro  o Centro de Tradições Luiz Gonzaga, mais conhecido como Feira do Nordestino, é o lugar onde se concentram o maior número de poetas que recitam as poesias rimadas.

Ao lado o folheto Uma Cabra chamada Glória, de minha autoria em parceria com Waldir Oliveira.


Na região Sudeste, onde concentra-se um grande número de nordestinos, já se estuda nas Universidades, além de muitos professores da educação básica trabalharem com a poesia rimada em suas aulas.

Ao lado o folheto A Galinha Dangola, de minha autoria em parceria com Waldir Oliveira.

Foi por este  blog, onde posto algumas poesias de cordel, que um professor da Escola Municipal Maria Valinhas Ramos, localizada na Comunidade Rural de Amadeu Lacerda, Zona Rural, Divinópolis/MG, convidou-me a participar do projeto Cordel da sua turma.

Ao lado o folheto Ecossistema Global, de minha autoria em parceria com Aparecida dos Santos, minha amiga de SP.





Experiência

Tenho observado ao longo dos anos, que crianças e adolescentes gostam de rima e dos temas das poesias de cordel por serem popular.

Há um ano, mais ou menos, trabalhei por uma semana numa turma de 3º ano, pois a colega, regente da turma, estava licenciada.
Resolvi levar o cordel e sua história, assim como vídeos com cantorias de cordelistas renomados.

Após vermos os vídeos a rima foi foi trabalhada, fazendo com que eles se familiarizassem com as terminações das palavras.

Depois, apresentei cinco livretos de minha autoria editados pela Editora Canoa/SP e outros de outros autores, para que eles pudessem manuseá-los e ler. Ficaram encantados em saber que eu era a autora dos livretos.

Após essas preliminares, o momento da autoria dos alunos. Deixei por conta dos mesmos o tema. Qualquer assunto poderia ser falado em poesia. 

Concluímos esse micro projeto com a criação de livretos feitos por eles mesmos.

Na Semana da Cultura promovida pela escola, todos os livretos dos alunos que haviam sido xerocopiados por mim anteriormente, foram distruibuídos aos alunos da própria turma e doados a Sala de Leitura.

Essa experiência foi muito legal!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma vitória anônima e uma "presente".

Há seis anos venci uma gincana, a Gincana Cultural Professor Autor, quando participaram 2000 professores de todo Brasil. Foi dirigida pela Profª Doutora Sônia Rodrigues e sua equipe. Todas as informações da Gincana encontram-se AQUI, no Portal da Eucação Pública.

Como aconteceu: Quando me inscrevi, trabalhava como CP de uma Escola Municipal da Cidade do RJ.
A Gincana era totalmente online e cada participante tinha uma espécie de bloco de notas, onde digitávamos os textos direcionados a direção. Só após a aprovação é que os mesmos eram postados nas páginas dos participantes.

Foram 4 meses de muita leitura e escrita. Produzi, aproximadamente, 700 textos e, aproveitando alguns, fiz um livro, um verdadeiro diário de bordo_MINHA VIDA, VÁRIAS HISTÓRIAS, da Editora do Autor, 2006, em parceria com o Projeto Abrace um Aluno Escritor.

Ao fim do jogo sagrei-me vitoriosa, não tendo recebido nenhuma felicitação da minha Secretaria de Educação/Gestão 2004, porém os inúmeros elogios de colegas das escolas e da minha família foram o suficiente para aumentar minha felicidade.
Tenho certeza, fosse hoje, se trouxesse o primeiro lugar ao Município, a atual gestão SME/RJ não deixaria passar despercebido, pois temos uma Secretária envolvida com a resolução dos problemas e o sucesso de todos, alunos e professores.

Sinto como foi importante esse desafio para minha vida, profissional e pessoal, e hoje na ABL, Academia Brasileira de Letras, pelo Projeto POESIA NA ESCOLA/SME/RJ, mais uma vez sinto-me lisonjeada em receber, junto à outras colegas selecionadas, uma homenagem que teve a presença do ilustre escritor e acadêmico FERREIRA GULLAR, conforme foto ao lado.
Nas fotos a seguir momentos de alegria e o encontro com a Profª Celia Napole, Chefe da 5ª CRE, a quem tenho muita estima e consideração.

Abaixo, transcrevo o poema selecionado, de minha autoria
TODAS AS MÃES,
que encontra-se na Coletânea de Poesias/2010_ Profissionais da Educação/SME, página 56 [quem diria, meu número de sorte!].

Em algum dia ouvi dizer
Que uma MÃE é o maior bem,
Eu pensava em criança:
Uma mãe o mundo tem.
Mas na verdade cresci
E tudo quanto eu vivi,
Mostrou-me quem se abstém.




As crianças que as tem
Devem dar-lhes muito amor,
Uma mãe não só amiga,
Como tantas, provedor.
Servem como tantos pais,
Pai e mãe, juntos... Demais!
É alimento e cobertor.


E há muitas com fulgor
Que nasceram para dar,
Mesmo que não seja um filho
De seu ventre a gerar.
Esta mãe, tão poderosa,
Forte e bela, tão formosa,
Quer com fé dele cuidar.


E há que a desafiar
Na mais dura profissão,
Fazendo da sua vida
Uma longa previsão,
Para que seu filho tenha
Mais estudos e que venha
A ser um bom cidadão.




Tantas coisas elas são
E se aqui formos listar
Não dará a enciclopédia
Nem um livro a encadernar,
Pois as mães não têm conceito,
Só a elas o direito
De seu filho acalentar.






E as mães, mesmo além-mar,
De todos locais do mundo,
Cada uma de seu jeito
Tem sempre o mais profundo
Amor pelo o seu filho,
Nada é um empecilho,
Tudo faz em um segundo.

Sem seu bem maior, fecundo,
Tudo pode acontecer
Que vai da triste lembrança
Ao morrer no amanhecer.
Qualquer uma vai ficar,
Sem seu bem a embalar,
No maior de seu sofrer.


Ela, Mãe, é um envolver,
Que nos dá muita esperança,
Mesmo que em nossa velhice,
Muito mais quando criança!
Sempre uma bela homenagem
Fazem dela a decolagem
Para sermos semelhança.

Mas não basta uma festança
Temos que dar alegria,
Sendo bons pra toda vida,
Vivermos em harmonia.
Todos nós temos que honrar
Nossa vida e agarrar
Como fosse último dia!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

LAMPIÃO

Foi desde os dezoito anos
Que este homem aprendeu
A matar, roubar de ódio,
Pois mataram o que é seu
Sua mãe, mais o seu pai
Sofreram, sem dizer ai,
Alguém ruim um fim lhes deu.


"Vou matar até morrer"
Lampião pensou sem paz,
Com desejo de vingança
Pela morte de seus pais,
Alistou-se em triste bando
Nas terras, se fez andando,
Do cangaço e muito mais.


Logo promovido a líder
Lampião se desertou,
Virgulino era o apelido,
Foi assim que o consagrou.
Matou gente nessa briga
Tudo vindo de intriga
E sua fama se firmou.


Dizem que em suas andanças,
Trucidavam com punhal
Violentavam as mulheres
Matavam qual animal.
Eles não matavam gentes
Sendo assim incompetentes,
Quem lhes dessem um aval.


Andava muito enfeitado,
Esse tal de Lampião,
Com Maria ou sem Maria
Gelo era seu coração.
Nem é tudo verdadeiro,
Muita coisa é derradeiro,
Eu não conhecia não!


Dizem que em cada dedo
Portava um grande anel
Virgulino ornamentado
De ouro e prata, estava ao léu,
Mas ele e seu bando agora,
Morreram, mas muito embora,
Estão no inferno ou no céu?


Virgulino, o cangaceiro,
Escreveu com muito horror
Uma história de sangue
Deixando pra trás a dor
Hoje a família cobra
Das pessoas sua obra,
São lembranças de pavor!

@Rebiza