"Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora"...
Quando Lupicínio escreveu estes versos sua inspiração transcendeu a todas as aspirações. A minha, por exemplo.
Lupicínio soube dar o ar de interior aos anseios do amor, seja ele qual for.
"...A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
mas como é que a gente voa quando começa a pensar..."
O pensamento que voa, voa mais além do mundo, do nosso mundo.
Saudade... saudade da felicidade sem cortes, sem limites, sem irreverência! Saudade, apenas saudade...
E quando a saudade bate muito forte escuto (AQUI) Caetano, que me embala demarcando meu espaço... colocando um ponto e vírgula, talvez, na minha ansiedade.
Ah, saudade!!!!
RBizarro
Este espaço será revitalizado, pois comecei escrevendo poesias, pequenos contos, crônicas e artigos, mas, agora, com mais disponibilidade de tempo, investirei no campo propriamente dito da Educação. Palestras e consultorias serão possibilidades futuras.
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Um mês!
UM MÊS!
Hoje faz um mês que você chegou. Nossa, parece que foi ontem!
Vejo seu rosto, seu corpinho, seus pés, tão pequeninos, e de tênis!
Você é lindo acordado, e dormindo da mesma forma. Faz inúmeras caretas e é preguiçozinho, está sempre se espreguiçando. Ainda não me conhece, mas vai me conhecer e espero que me goste.
Todos os dias vou te ver e não deixo de te beijar, sempre no seu pescocinho tão fofo!
Cada dia que passa você engorda um pouquinho, também pudera, mama e dorme.
Vida de príncipe!
Hoje faz um mês que você chegou. Nossa, parece que foi ontem!
Vejo seu rosto, seu corpinho, seus pés, tão pequeninos, e de tênis!
Você é lindo acordado, e dormindo da mesma forma. Faz inúmeras caretas e é preguiçozinho, está sempre se espreguiçando. Ainda não me conhece, mas vai me conhecer e espero que me goste.
Todos os dias vou te ver e não deixo de te beijar, sempre no seu pescocinho tão fofo!
Cada dia que passa você engorda um pouquinho, também pudera, mama e dorme.
Vida de príncipe!
Deus te abençoe e durma com Ele e os anjinhos, meu pequenino rei.
Segue um texto de Jacqueline Ferraz da Costa Marangoni, uma reflexão da figura do idoso ou idosa na sociedade contemporânea.
“As famílias têm passado por mudanças importantes em sua estrutura e função, como efeito das recentes transformações socioculturais e históricas nas sociedades ocidentais. O fenômeno do aumento da longevidade é um dos aspectos que colaboram para as modificações na família, influenciando os relacionamentos entre as gerações e diversificando as funções do idoso na dinâmica familiar. Essa nova realidade pode levar as pessoas a experimentar por um período mais longo o papel de avós e ter um convívio mais íntimo com seus netos”. domingo, 8 de agosto de 2010
Ser um Educopedista
Quando fui me inscrever
Numa tal situação
Não sabia que faria
Parte da revolução
Chamada Educopédia,
Quase que uma enciclopédia,
Remexendo a Educação.
Um labor_ dedicação
Envolvendo a minha mente
Compartilhando vitórias,
Pessoal e virtualmente,
Fez de mim outra pessoa,
Que a toda hora soa,
Educopedidamente.
Quando me dei mais a frente
Já estava inspirando
Outros colegas da Rede,
Um a um eu fui chamando.
Estes logo se inscreveram
E aos poucos se renderam
Aos chamados do educando.
Aprendendo e errando,
Me tornei contorcionista,
Tenho sempre alguém dizendo
- Vai em frente, não desista!
Leio os comunicados,
Que chegam acompanhados
De palavra progressista.
Hoje Educopedista
De uma era digital
Plataforma, Blog, e-mail,
Tudo muito estrutural.
Eu consulto dicionários,
Livros, websites vários...
Procurando um aval.
Dessa forma, nada igual,
Alunos e professores
Poderão a qualquer hora
Usar os computadores
Da sala de aula e em casa,
Da Lan house e criar asa
Pra voar... Não ter temores.
Desse grupo, co-autores,
Que conjuga o verbo amar,
Nasceu a Educopédia
Procurando revirar
A educação no Rio
Que tem hoje o desafio
De expandir para educar.
E educompartilhar
A nossa felicidade
Somos Educopedistas
Com uma finalidade
Que é de acreditar no Mundo,
Que num piscar, num segundo,
Transformamos de verdade.

Compartilhando vitórias,
Pessoal e virtualmente,
Fez de mim outra pessoa,
Que a toda hora soa,
Educopedidamente.
Quando me dei mais a frente
Já estava inspirando
Outros colegas da Rede,
Um a um eu fui chamando.
Estes logo se inscreveram
E aos poucos se renderam
Aos chamados do educando.
Aprendendo e errando,
Me tornei contorcionista,
Tenho sempre alguém dizendo
- Vai em frente, não desista!
Leio os comunicados,
Que chegam acompanhados
De palavra progressista.
Hoje Educopedista
De uma era digital
Plataforma, Blog, e-mail,
Tudo muito estrutural.
Eu consulto dicionários,
Livros, websites vários...
Procurando um aval.
Dessa forma, nada igual,
Alunos e professores
Poderão a qualquer hora
Usar os computadores
Da sala de aula e em casa,
Da Lan house e criar asa
Pra voar... Não ter temores.
Desse grupo, co-autores,
Que conjuga o verbo amar,
Nasceu a Educopédia
Procurando revirar
A educação no Rio
Que tem hoje o desafio
De expandir para educar.
E educompartilhar
A nossa felicidade
Somos Educopedistas
Com uma finalidade
Que é de acreditar no Mundo,
Que num piscar, num segundo,
Transformamos de verdade.

RBizarro
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
NETOS. Luz, câmera, acão!
Cada dia uma nova esperança.
Nasce uma criança, herança, esperança, bonança.
Momentos renovados.
Netos amados, netos cuidados, netos crescidos, netos criados.
Calor... emoção. Vida... renovação. Alegria... inspiração.
Que não se constrói para um neto?
Que não se deixa de ser por um neto?
Ele é a continuidade de nossa existência. Deixamos para trás a juventude, tão legal e esfuziante, mas ganhamos a experiência única de ser mãe avó. Deus me deu por duas vezes a satisfação, a alegria, o prazer; sentimentos inigualáveis que levarei para toda minha vida.
AMO-OS, e com certeza os que vierem.
Todos serão parte de mim, todos terão um "tiquinho" de minhas qualidades, pois os meus defeitos... não, esses não os acompanharão!
Desejo-lhe meu mais novo neto, fruto de um amor gratificante de meu filho e minha amiga nora, irmão da minha princesinha, toda a felicidade do mundo!
Somos uma família feliz!
domingo, 1 de agosto de 2010
SALVE SUA CHEGADA!
![]() |
Ele chega... Chega um anjinho neste mundo para aumentar o número de pessoas de bem.
Cada um deles de uma maneira especial e peculiar. Cada um com uma missão: de paz, de união, de graça pela vida.
DEUS nos dá muitas oportunidades de estarmos aqui nos doando àqueles com que temos uma perfeita ligação,a espiritual.
Somos únicos, mas à procura de aperfeiçoamento e por isso convivemos com outras pessoas, também especiais, que estão na mesma busca. Por isso tenho minha família. Somos inteiros, amados, amantes, interligados pela amizade, pelo amor.
E ele chega! Chega para nos dizer algo de bom. Chega para nos mostrar algo de bom, pois sempre dizemos ou mostramos algo a alguém que amamos...
Ele chega com aval de DEUS! Amparado pelos Anjos da Guarda e outros Celestiais, ao som das trombetas esfuziantes que abrem as portas Céu.
Que seja MUITO BEM VINDO!
Que sua vida seja cheia de glórias em todos os sentidos!
Eu te amo desde que soube que você viria. Eu te recebo de braços abertos, assim como recebi sua irmã.
Nossa Senhora, mais uma vez, prova Sua poderosa mão, a mão de Mãe, a mão daquEla que é a Mãe maior de todas as mães, a Mãe de JESUS.
Deus te abençoe meu NETO.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O que é o certo?
Escuto dizer, pois os entendidos no assunto falam muito, que quando nós achamos que tudo está contra nós é porque nós somos os culpados, ou melhor, os problemáticos. Bem... Eu, pelo menos, não sei se isto é ou não uma regra. Via de fato os casos relatados nos fazem crer que esta seja a verdade, mas qual a verdade para cada um de nós? De certo que tem vezes que nada sai a contento. A chuva molha onde não tem que molhar, o sol esquenta quando saímos de blusa de frio, o congestionamento acontece quando temos hora marcada, as palavras são ditas em horas erradas, escutamos aquilo que não queremos ouvir, falamos aquilo que não deveríamos falar.
Mas onde está a regra, onde está a razão?
Não importa, o que importa é sermos felizes; a vida é para ser bela e vivida com felicidade. A felicidade é aquilo que procuro e que pode estar aqui, neste lugar, neste momento, e não estou conseguindo enxergá-la. Pode ser, também, que eu esteja sendo egoísta comigo mesmo e mais a frente entenda quão foi importante essa conspiração, pois ela pode ser por me querer bem.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O que é ser "educador", hoje.
"O que é ser professor hoje?
Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber – não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis".
Moacir Gadotti – Boniteza de um Sonho
As aspas do título foram inseridas sob minha visão.
sábado, 19 de junho de 2010
MORREU SARAMAGO
"Morreu nesta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago, aos 87 anos, na cidade de Tías, Lanzarote, Espanha, onde morava desde 1993.
José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da mulher, a tradutora Pilar del Río. Eles estavam conversando quando o escritor começou a sentir-se mal e logo depois faleceu. Nos últimos anos, ele foi hospitalizado em várias oportunidades, principalmente deivdo a problemas respiratórios.
José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.
O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve de alimento para os pobres em tempos difíceis.
Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um livro.
Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos, foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor literário e de produção.
Publicou o seu primeiro romance, Terra do Pecado, em 1947. Em 1955, começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire para aumentar os rendimentos. Seu próximo livro, Clarabóia, foi rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.
O escritor só publicaria um novo livro, Os Poemas Possíveis, (1966), dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista político do Diário de Lisboa, coordenando durante alguns meses o suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem grande repercussão mais dois livros de poesia, Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975).
O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do Diário de Notícias, quando os militares portugueses, reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver exclusivamente de seu trabalho literário.
No ano seguinte, o autor voltou a escrever romances, gênero que o tornou mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande guinada em sua produção literária, com a publicação de Levantado do Chão.
Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em seus livros.
Com a censura do governo português à apresentação do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) para o Prêmio Literário Europeu sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.
Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, Cadernos de Lanzarote, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance O Ensaio Sobre a Cegueira, que será transformado em filme em 2008, com direção assinada por Fernando Meirelles.
No mesmo ano em que publicou Ensaio Sobre a Cegueira, recebeu o prêmio Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.
"Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era uma espécie de serenidade: pronto aconteceu", afirmou o escritor sobre o prêmio.
Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e húngaro.
Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em entrevista ao jornal O Globo, Saramago criticou a posição de Israel no conflito contra os palestinos, afirmando que "os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto".
A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.
O ano de 2004 destaca-se pela publicação de Ensaio Sobre a Lucidez. No ano seguinte, Saramago escreveu As Intermitências da Morte, em que divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência, fazendo uma crítica a sociedade moderna.
O escritor lançou também As Pequenas Memórias, em 2006, A Viagem do Elefante, 2008, e Caim, no fim do ano passado. O último retorna ao tema da religião em um romance que lembra seu controvertido O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), obra que despertou forte polêmica em Portugal, país de grande tradição católica.
No início do ano, José Saramago lançou uma nova edição do livro A Jangada de Pedra (1986), que teve toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti.
Atualmente estava preparando um livro sobre a indústria do armamento. "Não será sobre o Corão, mas será sobre algo tão importante quanto todos os corões do mundo: por que não há greves na indústria do armamento. Uma greve na qual os operários digam: 'Não construímos mais armas'", afirmou, em entrevista em novembro.
Saramago no cinema
Em 2008, o cineasta Fernando Meirelles fez o filme Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), baseado no livro homônimo do escritor, lançado em 1995. A produção abriu o Festival de Cannes do ano em que foi lançada.
No elenco estão os veteranos Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e a brasileira Alice Braga. O filme foi gravado em Toronto (Canadá), Montevidéu (Uruguai) e São Paulo (Brasil).
Família
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos.
Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.
Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com quem permaneceu até a sua morte".
Literatura Periférica
José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da mulher, a tradutora Pilar del Río. Eles estavam conversando quando o escritor começou a sentir-se mal e logo depois faleceu. Nos últimos anos, ele foi hospitalizado em várias oportunidades, principalmente deivdo a problemas respiratórios.
José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.
O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve de alimento para os pobres em tempos difíceis.
Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um livro.
Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos, foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor literário e de produção.
Publicou o seu primeiro romance, Terra do Pecado, em 1947. Em 1955, começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire para aumentar os rendimentos. Seu próximo livro, Clarabóia, foi rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.
O escritor só publicaria um novo livro, Os Poemas Possíveis, (1966), dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista político do Diário de Lisboa, coordenando durante alguns meses o suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem grande repercussão mais dois livros de poesia, Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975).
O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do Diário de Notícias, quando os militares portugueses, reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver exclusivamente de seu trabalho literário.
No ano seguinte, o autor voltou a escrever romances, gênero que o tornou mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande guinada em sua produção literária, com a publicação de Levantado do Chão.
Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em seus livros.
Com a censura do governo português à apresentação do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) para o Prêmio Literário Europeu sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.
Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, Cadernos de Lanzarote, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance O Ensaio Sobre a Cegueira, que será transformado em filme em 2008, com direção assinada por Fernando Meirelles.
No mesmo ano em que publicou Ensaio Sobre a Cegueira, recebeu o prêmio Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.
"Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era uma espécie de serenidade: pronto aconteceu", afirmou o escritor sobre o prêmio.
Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e húngaro.
Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em entrevista ao jornal O Globo, Saramago criticou a posição de Israel no conflito contra os palestinos, afirmando que "os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto".
A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.
O ano de 2004 destaca-se pela publicação de Ensaio Sobre a Lucidez. No ano seguinte, Saramago escreveu As Intermitências da Morte, em que divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência, fazendo uma crítica a sociedade moderna.
O escritor lançou também As Pequenas Memórias, em 2006, A Viagem do Elefante, 2008, e Caim, no fim do ano passado. O último retorna ao tema da religião em um romance que lembra seu controvertido O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), obra que despertou forte polêmica em Portugal, país de grande tradição católica.
No início do ano, José Saramago lançou uma nova edição do livro A Jangada de Pedra (1986), que teve toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti.
Atualmente estava preparando um livro sobre a indústria do armamento. "Não será sobre o Corão, mas será sobre algo tão importante quanto todos os corões do mundo: por que não há greves na indústria do armamento. Uma greve na qual os operários digam: 'Não construímos mais armas'", afirmou, em entrevista em novembro.
Saramago no cinema
Em 2008, o cineasta Fernando Meirelles fez o filme Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), baseado no livro homônimo do escritor, lançado em 1995. A produção abriu o Festival de Cannes do ano em que foi lançada.
No elenco estão os veteranos Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e a brasileira Alice Braga. O filme foi gravado em Toronto (Canadá), Montevidéu (Uruguai) e São Paulo (Brasil).
Família
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos.
Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.
Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com quem permaneceu até a sua morte".
Literatura Periférica
sábado, 5 de junho de 2010
O menino e o meio ambiente

Era uma vez um menino que se chamava Enzo. Ele respeitava a natureza. Sabia que se ele e seus colegas sujassem as ruas, quando a chuva chegasse iria inundar todo o bairro. Por isso, Enzo convocou seus coleguinhas para que todos fizessem um mutirão de limpeza antes que o verão chegasse, pois é no verão que acontecem mudanças rápidas do clima, com ocorrência de chuvas de curta duração e de forte intensidade, principalmente no período da tarde. Foram dias de muito trabalho, mas Enzo conseguiu conscientizar muitas outras crianças e até seus pais.
Ele ficou conhecido em seu bairro como o “menino do meio ambiente”.
http://sitededicas.uol.com.br/clip_ecologia2.htmdomingo, 30 de maio de 2010
Aulas digitais, uma nova ferramenta da mídia no mundo contemporâneo
"Pesquisas científicas demonstram que esforços para viabilizar o reforço da aprendizagem têm grande impacto no desempenho acadêmico dos alunos. A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro acredita nisso e deseja criar várias oportunidades por meio das quais seus alunos possam passar por esse reforço. Uma delas é via digital, em páginas na internet onde os alunos poderão consumir conteúdos e praticar o que foi ensinado. Esse reforço digital será disponibilizado por meio de aulas digitais auto-explicativas, reunidas em um site que foi batizado de Educopédia".Assim tudo começou. Uma amiga me escreveu falando sobre a seleção do Educopédia. Dizia que eu, como gostava de trabalhar e pesquisar em PC, poderia participar. Fui de encontro a este novo desafio e aqui estou, feliz por ter sido selecionada após dois fins de semana fazendo parte de Grupos de Estudos e Especialistas.
Deverei estar direcionada para este trabalho tão importante e inovador como o EDUCOPÉDIA, que será desenvolvido por um grupo de pessoas liderado por Rafael Parente, Subscretário de Assuntos Estratégicos da SME/RJ.
Mais um desafio no ar, aliás minha vida é feita de desafios e agradeço a Deus por me dar tantas oportunidades e de colocar a prova minha capacidade de lidar com o novo.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Decretando a felicidade...
DECRETANDO A FELICIDADE...
Fica decretado que a tristeza sairá de forma,
Que a alegria será a primeira da fila;
Fica decretado que o homem será feliz
E que a Terra seguirá seu rumo, sempre protegida.
Fica decretado que todas as crianças terão famílias,
Que a humanidade terá boa alimentação;
Fica decretado que não haverá mais doenças
E que o Planeta seja livre da destruição.
Fica decretado que todos terão educação,
Que a sociedade será mais justa;
Fica decretado que a política será sempre social
E que o homem será o melhor amigo do meio ambiente.
Fica decretado que a poesia norteará a vida,
Que nos contos prevalecerão o tema solidariedade;
Fica decretado que todos terão acesso ao livro,
Sendo este o companheiro de todos os homens.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
CHOVE...
Vez ou outra o ambiente natural vira sobrenatural.
Ainda há tempo de deixarmos um mundo melhor! Façamos nossa parte. Sejamos solidários com o ser humano, mas não esqueçamos jamais do nosso Planeta.
Sem ele nada feito.
sábado, 3 de abril de 2010
FELIZ PÁSCOA!
Páscoa, renovação de sentimentos. Concretização da nossa sabedoria quando nos aceitamos como ovelhas de um rebanho imenso a procura de alimento. Alimento esse doado por Deus e Seu Filho, Jesus. Não haverá nenhuma injustiça, nem rejeição, nem escárnio quando nos tornamos fruto deste rebanho saudável.
FELIZ PÁSCOA!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Mensagem ao Blog da Luciana
"Olá querida Luciana.
O trabalho que você e sua irmã estão fazendo através do seu Blog está me deixando, ainda mais, consciente dos deveres que devemos ter. Aqueles deveres que ensinamos a nossos alunos, ainda quando são pequeninos. No sentido mais amplo, essa é a inserção social que nos move levando o engajamento da população em favor do coletivo, de modo que todos, sem exceção, possam ter acesso à informação, alimentação, saúde, educação, habitação, trabalho, renda e dignidade. E a única forma de se chegar a esse ponto será mobilizando a sociedade como um todo, para que todos, efetivamente, possam ser integrantes de uma sociedade mais justa, igualitária e que promova crescimento social. Foi muito bom você e Mia andarem pelas calçadas do Rio, ontem. Foi chocante ver a dificuldade que as pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade têm. No ônibus a dificuldade do cobrador, assim como a má vontade de algumas pessoas que não se comovem com a dificuldade encontrada em ser um cadeirante.
É de entristecer ver que o dinheiro público não chega o suficiente para solucinar coisas tão simples, como rampa nas escolas, nas calçadas, a preparação dos coletivos para receberem os cadeirantes ou deficientes físicos, o acesso aos banheiros nos bares e restaurantes, as portas estreitas de todos os lugares públicos, e por aí vai.
Espero que você esteja sempre aqui para registrar sua vida, não tão difícil como a maioria da população nessas condições, e para nos alertar.
Vamos torcer para que com este trabalho e dos meios de comunicação possamos ver a Lei de Acessibilidade funcionar".
http://especial.viveravida.globo.com/sonhos-de-luciana
O trabalho que você e sua irmã estão fazendo através do seu Blog está me deixando, ainda mais, consciente dos deveres que devemos ter. Aqueles deveres que ensinamos a nossos alunos, ainda quando são pequeninos. No sentido mais amplo, essa é a inserção social que nos move levando o engajamento da população em favor do coletivo, de modo que todos, sem exceção, possam ter acesso à informação, alimentação, saúde, educação, habitação, trabalho, renda e dignidade. E a única forma de se chegar a esse ponto será mobilizando a sociedade como um todo, para que todos, efetivamente, possam ser integrantes de uma sociedade mais justa, igualitária e que promova crescimento social. Foi muito bom você e Mia andarem pelas calçadas do Rio, ontem. Foi chocante ver a dificuldade que as pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade têm. No ônibus a dificuldade do cobrador, assim como a má vontade de algumas pessoas que não se comovem com a dificuldade encontrada em ser um cadeirante.
É de entristecer ver que o dinheiro público não chega o suficiente para solucinar coisas tão simples, como rampa nas escolas, nas calçadas, a preparação dos coletivos para receberem os cadeirantes ou deficientes físicos, o acesso aos banheiros nos bares e restaurantes, as portas estreitas de todos os lugares públicos, e por aí vai.
Espero que você esteja sempre aqui para registrar sua vida, não tão difícil como a maioria da população nessas condições, e para nos alertar.
Vamos torcer para que com este trabalho e dos meios de comunicação possamos ver a Lei de Acessibilidade funcionar".
http://especial.viveravida.globo.com/sonhos-de-luciana
sábado, 13 de março de 2010
A interação: Internet e TV
Há dois meses, por curiosidade, fui procurar na Internet o Blog Sonhos de Luciana, da Novela Viver a Vida: http://especial.viveravida.globo.com/sonhos-de-luciana/. De lá para cá tenho lido alguns posts e percebido como a TV e a Internet são importantes para o ser humano. Ambos deveriam ser assim, permeados de informações e cultura, não uma cultura descartável, mas algo que fizesse o homem aprender usar sua mente para o bem, algo que o fizesse entender o mundo, algo que tivesse a finalidade de melhorá-lo como ser humano.Vejo em Sonhos de Luciana uma linda mensagem de otimismo vindo de dois meios importantíssimos de comunicação. A idéia deste Bolg é passar ao mundo como o ser humano pode recomeçar após um estado de limitações.
Percebo que as pessoas escrevem relatando fatos passados e presentes, com uma gama de situações iguais ou mesmo parecidas as da protagonista, ou, além, situações não de limitações físicas, mas limitações pessoais. Pessoas que, simplesmente, relatam experiências das mais diversas.
O Blog, que é ligado a novela, é uma experiência inusitada, pois a situação de Luciana é a de milhares de pessoas que vivem nessa situação e nada melhor que mostrá-la ao mundo, para poder ajudar aos que precisam de estímulo.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Vantagens e desvantagens da vida contemporânea.
Conheço um casal “Sui Generis” que vive uma situação muito interessante. Foram casados por muitos anos e um dia se divorciaram. Tinham problemas normais de qualquer casal, mas a facilidade da separação resolvia qualquer um naquela época. Sim, porque hoje nem se precisa casar para se separar.
A separação consensual e o divórcio os levaram as inúmeras situações na vida.
Entre eles, viveram-na sem muita “perturbação”.
Ela não o incomodava com os problemas oriundos de educação e finanças, em relação aos filhos, embora vivesse uma vida de situações, nem sempre boas, às vezes até complicadas, e ele vivia sua vida tranquila, tendo constituído outra família. Esposa, filho e moradia, tudo a contento. Até que a casa caiu, digo: se separaram...
Mas após dezessete anos e alguns meses, minha amiga e o ex reencontraram-se. Em comum resolveram retomar a vida.
As mudanças, naquele início, eram visíveis e as melhores. Assim eles diziam. E, com o passar do tempo, as coisas foram se mostrando contrárias.
Vida a dois, de novo, porém em outra situação.
Filhos adultos e agora até avós! Tudo para dar certo, mas as mágoas do tempo não conseguiram apagar.
Que fazer para darem continuidade a essa situação inédita e tão difícil?
Após quase dezoito anos voltar uma vida de companheirismo, lhes fizeram mostrar um outro lado: atitudes apreendidas, na marra, nesse vácuo no tempo.
Ela escreveu-me um texto com o título “Mais um dia e a coisa explode...”.
Fiquei chateada de não poder ajudá-los, afinal são eles que deverão tomar a atitude que melhor convir. Creio que saberão encontrar um caminho em que, possivelmente, o espaço será preenchido pelas coisas boas da vida que, ainda, não conseguiram viver juntos.
“Passam os dias na esperança que façamos algo para modificar esses anos de
ausência, uma ausência mútua, e nesta ausência muita presença de fatos marcantes.
Pensei ser mais fácil nos entendermos. Sonhei com dias, semanas, meses, e, até anos de felicidade. Imaginei poder distorcer a imagem que fiz de você. A imagem do ausente, literalmente ausente. Pensei preencher o espaço vazio, mas acho que não foi possível. Quem sabe se por mim? Quem sabe se por você? Quem sabe se por nós dois?
Muitas situações estão presentes e a principal delas é a inércia do não querer vencê-las, vencer os obstáculos do tempo que nos distanciou.
Não está sendo fácil, nem para mim, nem para você. Precisaríamos de muita compreensão e entusiasmo. Quanto à compreensão em relação a você eu não me dei a chance devida, mas, com certeza, o entusiasmo em mim você deixou pra trás.
A partir dessa constatação minha vida se tornou meio cinza, meio marrom. Meio sem sal, meio sem doce. Meio de um caminho sem saída.
E aí? Fazer o quê? Todos os dias eu me pergunto: fazer o quê??????
Sei lá...
Ainda não sei como dar fim a esse impasse, talvez nem tenha vontade. Não pelo sofrimento, mas pela esperança de nos enxergarmos como somos agora.
Sei que não está nada bom vivermos assim. Suas palavras duras e realistas me desencorajam, meu jeito de ser o desanima, a sua decisão de um espaço só para você me sucumbi e eu, que nunca me senti em estado de derrota, me rendo a esse sentimento tão mesquinho e frustrante.
Não sou mais a mesma, nem você. Mudamos e não aceitamos, talvez seja essa a única verdade. Há um cheiro de teimosia no ar.
Só quero ter forças para vencer mais esse obstáculo. Não quero me dar por vencida.
Espero que essa batalha contra o tempo que passou não termine em perdas, já chega o que perdemos.
Disso não devemos abrir mão!”
A separação consensual e o divórcio os levaram as inúmeras situações na vida.
Entre eles, viveram-na sem muita “perturbação”.
Ela não o incomodava com os problemas oriundos de educação e finanças, em relação aos filhos, embora vivesse uma vida de situações, nem sempre boas, às vezes até complicadas, e ele vivia sua vida tranquila, tendo constituído outra família. Esposa, filho e moradia, tudo a contento. Até que a casa caiu, digo: se separaram...
Mas após dezessete anos e alguns meses, minha amiga e o ex reencontraram-se. Em comum resolveram retomar a vida.
As mudanças, naquele início, eram visíveis e as melhores. Assim eles diziam. E, com o passar do tempo, as coisas foram se mostrando contrárias.
Vida a dois, de novo, porém em outra situação.
Filhos adultos e agora até avós! Tudo para dar certo, mas as mágoas do tempo não conseguiram apagar.
Que fazer para darem continuidade a essa situação inédita e tão difícil?
Após quase dezoito anos voltar uma vida de companheirismo, lhes fizeram mostrar um outro lado: atitudes apreendidas, na marra, nesse vácuo no tempo.
Ela escreveu-me um texto com o título “Mais um dia e a coisa explode...”.
Fiquei chateada de não poder ajudá-los, afinal são eles que deverão tomar a atitude que melhor convir. Creio que saberão encontrar um caminho em que, possivelmente, o espaço será preenchido pelas coisas boas da vida que, ainda, não conseguiram viver juntos.
“Passam os dias na esperança que façamos algo para modificar esses anos de
ausência, uma ausência mútua, e nesta ausência muita presença de fatos marcantes.Pensei ser mais fácil nos entendermos. Sonhei com dias, semanas, meses, e, até anos de felicidade. Imaginei poder distorcer a imagem que fiz de você. A imagem do ausente, literalmente ausente. Pensei preencher o espaço vazio, mas acho que não foi possível. Quem sabe se por mim? Quem sabe se por você? Quem sabe se por nós dois?
Muitas situações estão presentes e a principal delas é a inércia do não querer vencê-las, vencer os obstáculos do tempo que nos distanciou.
Não está sendo fácil, nem para mim, nem para você. Precisaríamos de muita compreensão e entusiasmo. Quanto à compreensão em relação a você eu não me dei a chance devida, mas, com certeza, o entusiasmo em mim você deixou pra trás.
A partir dessa constatação minha vida se tornou meio cinza, meio marrom. Meio sem sal, meio sem doce. Meio de um caminho sem saída.
E aí? Fazer o quê? Todos os dias eu me pergunto: fazer o quê??????
Sei lá...
Ainda não sei como dar fim a esse impasse, talvez nem tenha vontade. Não pelo sofrimento, mas pela esperança de nos enxergarmos como somos agora.
Sei que não está nada bom vivermos assim. Suas palavras duras e realistas me desencorajam, meu jeito de ser o desanima, a sua decisão de um espaço só para você me sucumbi e eu, que nunca me senti em estado de derrota, me rendo a esse sentimento tão mesquinho e frustrante.
Não sou mais a mesma, nem você. Mudamos e não aceitamos, talvez seja essa a única verdade. Há um cheiro de teimosia no ar.
Só quero ter forças para vencer mais esse obstáculo. Não quero me dar por vencida.
Espero que essa batalha contra o tempo que passou não termine em perdas, já chega o que perdemos.
Disso não devemos abrir mão!”
sábado, 16 de janeiro de 2010
“Luta pela sobrevivência anula civilidade, dizem psicólogos”.
De acordo com o texto, publicado na Folha Online, as imagens em meio as ruínas desolam qualquer cidadão, mesmo que este seja extremamente realista. 
Nos três últimos dias nos deparamos com uma catástrofe imensurável. O povo haitiano foi vítima da fúria da natureza, que responde tão violentamente, quanto nós que destruímos nossa Terra. Compactuamos, todos, com o desgaste do mundo, mas nesse momento a ajuda humanitária dos brasileiros é fundamental para dar um mínimo de cidadania aos nossos irmãos haitianos.
Segue parte do texto de Mary Pérsia, da Folha Online, com relato de profissionais que, neste momento, se encontram no Haiti, na tentativa de amenizar o sofrimento daquele povo. “Para os haitianos, a incerteza quanto ao futuro diz respeito não ao próximo ano ou década, mas à próxima hora. Onde não há quase nada, a civilidade desaparece. "Vemos o desespero ali. Existe uma perda de controle das pessoas", diz Leila Tardivo, livre-docente do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). "Muito da própria civilidade se perde. Há um desespero mais que animalesco na briga por comida."
Segue Mary: “Para a psicóloga, o mundo está diante de um vórtice de estresse incomensurável. É quase uma horda primitiva, e digo sem qualquer preconceito. É a perda da civilidade, da evolução como homem, provocada por uma situação extremada que não podemos julgar --não nos é dado esse direito. Qualquer um de nós poderia fazer aquilo."
Diferentemente do que as imagens divulgadas na TV e na internet podem sugerir, o ato de saquear comida pode ser a face de um contexto emocional que não tem relação com o egoísmo, ressalta Eliana Torga, coordenadora da comissão de emergências e desastres do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais. "As pessoas que saquearam podem ter tido um ato altruísta, no sentido de dar aquele alimento para o filho ou para a mãe. É uma situação muito além dos limites dele", considera. "Aquela realidade mexe tão profundamente com questões básicas do ser humano que eles perdem os controles sociais que todos temos, de moralidade."
Hoje, o Haiti é um terreno mais que favorável ao estresse pós-traumático, numa equação cujos fatores são muito mais antigos que os tremores de magnitude 7,0. "O desenvolvimento do quadro de estresse está ligado a comprometimentos anteriores ao evento. As pessoas já eram vítimas de problemas antes do desastre", diz Ângela. Se antes do terremoto os sentimentos de insegurança e desordem estavam sempre presentes, agora eles são gritantes.
Lembra Eliana. "Quanto mais rápido for restabelecida a normalidade da vida, menor o comprometimento", referindo-se tanto a questões emocionais como físicas. "O fato de ter fé ajuda muito a manter a esperança. Mas o que vai confortá-los é o atendimento das necessidades básicas. É preciso um abrigo, de lona que seja. Um psicólogo pouco ou nada poderá fazer se não houver o que comer."
No trabalho da ajuda humanitária para prover comida, abrigo e um mínimo de sanidade, é importante não subestimar as capacidades das vítimas e buscar contemplar a cultura e a experiência locais, afirma Márcio Gagliato, psicólogo que atuou em regiões de conflito como Timor Leste, Ruanda e Sudão. "É preciso ver essas pessoas como sobreviventes ativos. Eles são os proprietários da sua localidade, têm uma cultura. É necessário colocá-los nesse processo", diz o especialista. "É algo fundamental para pensar no processo de reconstrução."
Assim, a comunidade mostra-se mais importante do que um psicólogo, e as equipes de auxílio devem estar atentas a isso. "Coisas simples como facilitar a comunicação entre eles para que se encontrem são muito importantes", diz Gagliato.
Coisas simples que podemos fazer:
ONG VIVA RIO
BANCO DO BRASIL
Agência: 1769-8 / Conta corrente: 5113-6
Favorecido: VIVA RIO DOAÇÕES
CNPJ: 00343941/0001-28
A organização mantém uma sede na capital haitiana, para onde estão indo muitos dos atingidos pelo tremor.
Viva RioRua do Russel, 76 – Glória Rio de Janeiro-RJ CEP: 22210-010 Tel.: (0xx21) 2555-3750 / e-mail: faleconosco@vivario.org.br
CONFIRME NO SITE VIVA RIO.ORG: http://www.vivario.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1847&sid=16
Acesse FOLHA ON LINE http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u680119.shtml

Nos três últimos dias nos deparamos com uma catástrofe imensurável. O povo haitiano foi vítima da fúria da natureza, que responde tão violentamente, quanto nós que destruímos nossa Terra. Compactuamos, todos, com o desgaste do mundo, mas nesse momento a ajuda humanitária dos brasileiros é fundamental para dar um mínimo de cidadania aos nossos irmãos haitianos.
Segue parte do texto de Mary Pérsia, da Folha Online, com relato de profissionais que, neste momento, se encontram no Haiti, na tentativa de amenizar o sofrimento daquele povo. “Para os haitianos, a incerteza quanto ao futuro diz respeito não ao próximo ano ou década, mas à próxima hora. Onde não há quase nada, a civilidade desaparece. "Vemos o desespero ali. Existe uma perda de controle das pessoas", diz Leila Tardivo, livre-docente do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). "Muito da própria civilidade se perde. Há um desespero mais que animalesco na briga por comida."
Segue Mary: “Para a psicóloga, o mundo está diante de um vórtice de estresse incomensurável. É quase uma horda primitiva, e digo sem qualquer preconceito. É a perda da civilidade, da evolução como homem, provocada por uma situação extremada que não podemos julgar --não nos é dado esse direito. Qualquer um de nós poderia fazer aquilo."
Diferentemente do que as imagens divulgadas na TV e na internet podem sugerir, o ato de saquear comida pode ser a face de um contexto emocional que não tem relação com o egoísmo, ressalta Eliana Torga, coordenadora da comissão de emergências e desastres do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais. "As pessoas que saquearam podem ter tido um ato altruísta, no sentido de dar aquele alimento para o filho ou para a mãe. É uma situação muito além dos limites dele", considera. "Aquela realidade mexe tão profundamente com questões básicas do ser humano que eles perdem os controles sociais que todos temos, de moralidade."
Hoje, o Haiti é um terreno mais que favorável ao estresse pós-traumático, numa equação cujos fatores são muito mais antigos que os tremores de magnitude 7,0. "O desenvolvimento do quadro de estresse está ligado a comprometimentos anteriores ao evento. As pessoas já eram vítimas de problemas antes do desastre", diz Ângela. Se antes do terremoto os sentimentos de insegurança e desordem estavam sempre presentes, agora eles são gritantes.
Lembra Eliana. "Quanto mais rápido for restabelecida a normalidade da vida, menor o comprometimento", referindo-se tanto a questões emocionais como físicas. "O fato de ter fé ajuda muito a manter a esperança. Mas o que vai confortá-los é o atendimento das necessidades básicas. É preciso um abrigo, de lona que seja. Um psicólogo pouco ou nada poderá fazer se não houver o que comer."
No trabalho da ajuda humanitária para prover comida, abrigo e um mínimo de sanidade, é importante não subestimar as capacidades das vítimas e buscar contemplar a cultura e a experiência locais, afirma Márcio Gagliato, psicólogo que atuou em regiões de conflito como Timor Leste, Ruanda e Sudão. "É preciso ver essas pessoas como sobreviventes ativos. Eles são os proprietários da sua localidade, têm uma cultura. É necessário colocá-los nesse processo", diz o especialista. "É algo fundamental para pensar no processo de reconstrução."
Assim, a comunidade mostra-se mais importante do que um psicólogo, e as equipes de auxílio devem estar atentas a isso. "Coisas simples como facilitar a comunicação entre eles para que se encontrem são muito importantes", diz Gagliato.
Coisas simples que podemos fazer:
ONG VIVA RIO
BANCO DO BRASIL
Agência: 1769-8 / Conta corrente: 5113-6
Favorecido: VIVA RIO DOAÇÕES
CNPJ: 00343941/0001-28
A organização mantém uma sede na capital haitiana, para onde estão indo muitos dos atingidos pelo tremor.
Viva RioRua do Russel, 76 – Glória Rio de Janeiro-RJ CEP: 22210-010 Tel.: (0xx21) 2555-3750 / e-mail: faleconosco@vivario.org.br
CONFIRME NO SITE VIVA RIO.ORG: http://www.vivario.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1847&sid=16
Acesse FOLHA ON LINE http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u680119.shtml
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
FELIZ NATAL e FELIZ ANO NOVO!!!!

NATAL!!!
ANO NOVO!!!
Chegou...
Dias de perdão, de solidariedade,
de reflexão. Dias de renovar
os votos de Paz, Saúde,
Prosperidade para o ano
que se inicia.
Dias de maior comunhão com Deus.
Que o Natal seja iluminado, cheinho de luzes coloridas e para o Ano de 2010 crianças bem nutridas, escolarizadas, letradas, alegres e saudáveis.
Adultos bem resolvidos, bom trabalho,
saudáveis e felizes.
Um Ano Novo muito próspero!
sábado, 21 de novembro de 2009
Tempo resgatado

Hoje tive a sensação de estar mais nova alguns anos. Uma sensação de prazer em conseguir “notas” que me renderam aprovação e satisfação em ter a certeza que, o que me proponho a fazer, levo a sério.
Não estou para brincadeiras!
Estudar, após muitos anos sem fazê-lo, me faz muito feliz. Me faz, também, uma pessoa mais preocupada com leitura de livros e textos que se relacionem a Literatura, principalmente a Brasileira, coisa que jamais me passou pela cabeça. Antes eu pensava: se escrevo mais ou menos, para que me preocupar?
Hoje vejo que não é por aí.
Através dos estudos venho tentando me aperfeiçoar na escrita. Venho aprendendo a estrutura e história da nossa língua. Observo mais atentamente o texto que escrevo, levando em conta a coerência e coesão. Através dos estudos passei a ter mais segurança no que escrevo e falo. Percebi que nunca é tarde para se aprender. Gostaria que todas as pessoas pudessem ter essa oportunidade.
Agora sim, estou acreditando em mim!
Numa autoavaliação que fiz, parte de uma disciplina, escrevi: “Zélia Gadai se tornou escritora aos 60 anos. Ainda me sobra algum tempo...”
E não é verdade?
Nunca é tarde para se (re) começar.
Então, "bola pra frente", pois ainda me sobra algum tempo para aprender mais e mais e mais ...
Não estou para brincadeiras!
Estudar, após muitos anos sem fazê-lo, me faz muito feliz. Me faz, também, uma pessoa mais preocupada com leitura de livros e textos que se relacionem a Literatura, principalmente a Brasileira, coisa que jamais me passou pela cabeça. Antes eu pensava: se escrevo mais ou menos, para que me preocupar?
Hoje vejo que não é por aí.
Através dos estudos venho tentando me aperfeiçoar na escrita. Venho aprendendo a estrutura e história da nossa língua. Observo mais atentamente o texto que escrevo, levando em conta a coerência e coesão. Através dos estudos passei a ter mais segurança no que escrevo e falo. Percebi que nunca é tarde para se aprender. Gostaria que todas as pessoas pudessem ter essa oportunidade.
Agora sim, estou acreditando em mim!
Numa autoavaliação que fiz, parte de uma disciplina, escrevi: “Zélia Gadai se tornou escritora aos 60 anos. Ainda me sobra algum tempo...”
E não é verdade?
Nunca é tarde para se (re) começar.
Então, "bola pra frente", pois ainda me sobra algum tempo para aprender mais e mais e mais ...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
LAMPIÃO
Foi desde os dezoito anos
Que este homem aprendeu
A matar, roubar de ódio,
Pois mataram o que é seu
Sua mãe, mais o seu pai
Sofreram, sem dizer ai,
Alguém ruim um fim lhes deu.
"Vou matar até morrer"
Lampião pensou sem paz,
Com desejo de vingança
Pela morte de seus pais,
Alistou-se em triste bando
Nas terras, se fez andando,
Do cangaço e muito mais.
Logo promovido a líder
Lampião se desertou,
Virgulino era o apelido,
Foi assim que o consagrou.
Matou gente nessa briga
Tudo vindo de intriga
E sua fama se firmou.
Dizem que em suas andanças,
Trucidavam com punhal
Violentavam as mulheres
Matavam qual animal.
Eles não matavam gentes
Sendo assim incompetentes,
Quem lhes dessem um aval.
Andava muito enfeitado,
Esse tal de Lampião,
Com Maria ou sem Maria
Gelo era seu coração.
Nem é tudo verdadeiro,
Muita coisa é derradeiro,
Eu não conhecia não!
Dizem que em cada dedo
Portava um grande anel
Virgulino ornamentado
De ouro e prata, estava ao léu,
Mas ele e seu bando agora,
Morreram, mas muito embora,
Estão no inferno ou no céu?
Virgulino, o cangaceiro,
Escreveu com muito horror
Uma história de sangue
Deixando pra trás a dor
Hoje a família cobra
Das pessoas sua obra,
São lembranças de pavor!
@Rebiza
Que este homem aprendeu
A matar, roubar de ódio,
Pois mataram o que é seu
Sua mãe, mais o seu pai
Sofreram, sem dizer ai,
Alguém ruim um fim lhes deu.
"Vou matar até morrer"
Lampião pensou sem paz,
Com desejo de vingança
Pela morte de seus pais,
Alistou-se em triste bando
Nas terras, se fez andando,
Do cangaço e muito mais.
Logo promovido a líder
Lampião se desertou,
Virgulino era o apelido,
Foi assim que o consagrou.
Matou gente nessa briga
Tudo vindo de intriga
E sua fama se firmou.
Dizem que em suas andanças,
Trucidavam com punhal
Violentavam as mulheres
Matavam qual animal.
Eles não matavam gentes
Sendo assim incompetentes,
Quem lhes dessem um aval.
Andava muito enfeitado,
Esse tal de Lampião,
Com Maria ou sem Maria
Gelo era seu coração.
Nem é tudo verdadeiro,
Muita coisa é derradeiro,
Eu não conhecia não!
Dizem que em cada dedo
Portava um grande anel
Virgulino ornamentado
De ouro e prata, estava ao léu,
Mas ele e seu bando agora,
Morreram, mas muito embora,
Estão no inferno ou no céu?
Virgulino, o cangaceiro,
Escreveu com muito horror
Uma história de sangue
Deixando pra trás a dor
Hoje a família cobra
Das pessoas sua obra,
São lembranças de pavor!
@Rebiza
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Vou procurando ...
Dia a dia, semana a semana, mês a mês e sempre faço a mesma pergunta: por que não sou dono da minha própria vida?
De tudo e todos se depende um pouco.
Tantas coisas, ou quase tudo que me rodeia, são tão simples, tão comuns e “faço um bicho de sete cabeças”. Estou tentando aprender a cada dia como é “dançar conforme a música?” Estou procurando onde e como lidar com as coisas fáceis de serem resolvidas.
Penso que: ou não sei lidar com as coisas banais ou as coisas banais não estão sabendo se dar comigo.
Vou procurando... Não sei se vou encontrar ou se minha procura está sendo desnecessária, porque a resposta pode estar na frente do meu nariz!
De tudo e todos se depende um pouco.
Tantas coisas, ou quase tudo que me rodeia, são tão simples, tão comuns e “faço um bicho de sete cabeças”. Estou tentando aprender a cada dia como é “dançar conforme a música?” Estou procurando onde e como lidar com as coisas fáceis de serem resolvidas.
Penso que: ou não sei lidar com as coisas banais ou as coisas banais não estão sabendo se dar comigo.
Vou procurando... Não sei se vou encontrar ou se minha procura está sendo desnecessária, porque a resposta pode estar na frente do meu nariz!
domingo, 6 de setembro de 2009
Bra...prome...is!
7 DE SETEMBRO...
Brasil, meu Brasil conturbado, meu Brasil deturpado de tantas decadências...
De tantas violências... De muitas CPIs...
Onde achou tantos is?
Terra nossa, que um dia, de João e Maria, foi a grande promessa.
Onde foi sua pressa? Mas me fale a caminho...
Quero brindar com vinho!
Seja nosso, Brasil!
Brasil, meu Brasil conturbado, meu Brasil deturpado de tantas decadências...
De tantas violências... De muitas CPIs...
Onde achou tantos is?
Terra nossa, que um dia, de João e Maria, foi a grande promessa.
Onde foi sua pressa? Mas me fale a caminho...
Quero brindar com vinho!
Seja nosso, Brasil!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
As mobílias da casa
Aos móveis eu lhes dei vidaDo quarto, sala, banheiro,
Cozinha e do quartinho,
Até do que põe dinheiro.
No quarto, armário bem grande,
Impõe um ar de respeito
Nele gavetas bem fundas
E o espelho, um par perfeito.
No mesmo espaço do quarto
Cômoda de três gavetas,
Nelas as jóias, lençóis,
Partilham co’as camisetas.
Pomposo o sofá na sala
Firme, na porta de entrada,
Convida ao descanso à tarde
Junto à almofada enrolada.
Elas, na sala da casa,
Aquelas quatro perninhas,
Carregam os vasos de flores
No meio... lado, as mesinhas.
Em outro espaço da casa
Mora o imponente fogão
Aguardando a cozinheira
Pra fazer bolo e pão.
Ah, que aguinha gelada!
Sorvete, doce e besteira,
Conserva tudo fresquinho,
Naquela que é a geladeira.
Na casa tem um quartinho,
De móveis só a prateleira,
Que esconde cintos, sapatos,
Mas falta a espreguiçadeira.
E nesta casa dos móveis
De ferro ou de madeira
Dão vida, cor e beleza,
De cedro ou de cerejeira.
Cômoda de três gavetas,
Nelas as jóias, lençóis,
Partilham co’as camisetas.
Pomposo o sofá na sala
Firme, na porta de entrada,
Convida ao descanso à tarde
Junto à almofada enrolada.
Elas, na sala da casa,
Aquelas quatro perninhas,
Carregam os vasos de flores
No meio... lado, as mesinhas.
Em outro espaço da casa
Mora o imponente fogão
Aguardando a cozinheira
Pra fazer bolo e pão.
Ah, que aguinha gelada!
Sorvete, doce e besteira,
Conserva tudo fresquinho,
Naquela que é a geladeira.
Na casa tem um quartinho,
De móveis só a prateleira,
Que esconde cintos, sapatos,
Mas falta a espreguiçadeira.
E nesta casa dos móveis
De ferro ou de madeira
Dão vida, cor e beleza,
De cedro ou de cerejeira.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Tempos de crises
Estamos vivendo tempos de crises intermináveis.
Vivemos a crise internacional, nacional, crise econômica, financeira, das CPIs, crise nos sistemas, na agropecuária, crise na saúde, crise na educação...
Assim vivemos a poder da insegurança generalizada e, no momento, resta-nos conviver com a crise da doença desconhecida, a gripe suína.
Faço aqui um desabafo... estou muito insegura quanto à vida doravante.
São tantas pesquisas sem êxito, assim como tantas descobertas, mas nada que nos levem a uma vida saudável almejada.
Muitos cientistas procuram desvendar a cura de doenças, mas ainda existe o desconhecido.
Grávidas na linha de risco, crianças e idosos vulneráveis.
Pais a procura de vacinas básicas necessárias às crianças, para que não contraiam doenças como tétano, difteria, coqueluche. Isso ainda existe!
E o povo, a grande maioria desprovido de consolo, sofre a condição da morte.
Onde ficamos?
Estamos chegando ao fim da primeira década do século XXI vivendo crises como se ainda estivéssemos no século em que doenças exterminavam milhares de pessoas.
E o que fazer? Onde morar? A quem reclamar?
Só há uma solução, orar a Deus para que nos proteja, pois a vida está difícil de ser vivida com felicidade. Nossos horizontes estão ficando estreitos e indefinidos.
Mas... não podemos perder a esperança! Esperança que em breve, muito breve, não escutaremos mais falar em mortes pela gripe suína, aviária ou qualquer outra doença contagiosa. Esperança em viver a vida em condições de “ser humano”; um ser pensante que projetou para si o progresso, o mesmo progresso que buscamos com todas as forças a encontrar uma solução para todas essas crises, que o próprio ser humano criou.
Vivemos a crise internacional, nacional, crise econômica, financeira, das CPIs, crise nos sistemas, na agropecuária, crise na saúde, crise na educação...
Assim vivemos a poder da insegurança generalizada e, no momento, resta-nos conviver com a crise da doença desconhecida, a gripe suína.
Faço aqui um desabafo... estou muito insegura quanto à vida doravante.
São tantas pesquisas sem êxito, assim como tantas descobertas, mas nada que nos levem a uma vida saudável almejada.
Muitos cientistas procuram desvendar a cura de doenças, mas ainda existe o desconhecido.
Grávidas na linha de risco, crianças e idosos vulneráveis.
Pais a procura de vacinas básicas necessárias às crianças, para que não contraiam doenças como tétano, difteria, coqueluche. Isso ainda existe!
E o povo, a grande maioria desprovido de consolo, sofre a condição da morte.
Onde ficamos?
Estamos chegando ao fim da primeira década do século XXI vivendo crises como se ainda estivéssemos no século em que doenças exterminavam milhares de pessoas.
E o que fazer? Onde morar? A quem reclamar?
Só há uma solução, orar a Deus para que nos proteja, pois a vida está difícil de ser vivida com felicidade. Nossos horizontes estão ficando estreitos e indefinidos.
Mas... não podemos perder a esperança! Esperança que em breve, muito breve, não escutaremos mais falar em mortes pela gripe suína, aviária ou qualquer outra doença contagiosa. Esperança em viver a vida em condições de “ser humano”; um ser pensante que projetou para si o progresso, o mesmo progresso que buscamos com todas as forças a encontrar uma solução para todas essas crises, que o próprio ser humano criou.
domingo, 26 de julho de 2009
Dia dos Avós
"Hoje é dia dos avós e nem sempre todos eles são lembrados. Às vezes deixados de lado por uma série de circunstâncias, que não são suficientes para deixarmos de garantir um lugar de destaque em nossos corações.
Sendo essa data escolhida por ser o dia de Santa Ana e São Joaquim, avós maternos de Jesus Cristo, todos os nossos avós merecem nossos parabéns, afinal, se não fossem eles não seríamos filhos de nossos pais, não é?
A figura antiga dos avós é a daqueles parentes mais velhos, de cabelos branquinhos, rugas vista na face e suas mãos um pouco trêmulas. Mas esta figura, tão distante hoje de todos nós, transformou-se nos avós modernos, ainda usando calça “jeans” apertadinha e alguns dirigindo moto! Esses são os nossos avós, os avós do Século XXI!
A figura tão terna, embora moderna, enche de mimos seus netos.
São companheiros de riso, de cinema, de passeios, de almoços em restaurantes, de parques, de praias.
Alegram-nos sempre com sua chegada em nossas casas.
Muitos deles moram sozinhos, tamanha independência destes nossos companheiros. São tecnológicos: avós dos e e-mails e dos laptops. Avós frequentadores de bailes da “melhor idade”.
São avós e avôs que namoram, mas não são “ficantes”, são os amantes da juventude, amantes da água mineral e dos light. Às vezes de um choppinho, mas consciente.
Avós que fazem questão de votar, pois sabem que com suas experiências poderão ajudar na mudança desta sociedade tão desigual.
São avós que amam seus netos, mas que preservam seu espaço, afinal os netos são seus amigos e não seus dependentes.
De fato, muitos avós são pais e mães. A elas e eles rendo-me o respeito pela grande competência.
Se você inda tem avô ou avó, este é o momento para aquele abraço especial".
Para vocês minhas queridas avós, residentes ao lado de Deus, meu carinho.
ReBiza
Segue um texto de Jacqueline Ferraz da Costa Marangoni, uma reflexão da figura do idoso ou idosa na sociedade contemporânea.
“As famílias têm passado por mudanças importantes em sua estrutura e função, como efeito das recentes transformações socioculturais e históricas nas sociedades ocidentais. O fenômeno do aumento da longevidade é um dos aspectos que colaboram para as modificações na família, influenciando os relacionamentos entre as gerações e diversificando as funções do idoso na dinâmica familiar. Essa nova realidade pode levar as pessoas a experimentar por um período mais longo o papel de avós e ter um convívio mais íntimo com seus netos”.
Sendo essa data escolhida por ser o dia de Santa Ana e São Joaquim, avós maternos de Jesus Cristo, todos os nossos avós merecem nossos parabéns, afinal, se não fossem eles não seríamos filhos de nossos pais, não é?
A figura antiga dos avós é a daqueles parentes mais velhos, de cabelos branquinhos, rugas vista na face e suas mãos um pouco trêmulas. Mas esta figura, tão distante hoje de todos nós, transformou-se nos avós modernos, ainda usando calça “jeans” apertadinha e alguns dirigindo moto! Esses são os nossos avós, os avós do Século XXI!
A figura tão terna, embora moderna, enche de mimos seus netos.
São companheiros de riso, de cinema, de passeios, de almoços em restaurantes, de parques, de praias.
Alegram-nos sempre com sua chegada em nossas casas.
Muitos deles moram sozinhos, tamanha independência destes nossos companheiros. São tecnológicos: avós dos e e-mails e dos laptops. Avós frequentadores de bailes da “melhor idade”.
São avós e avôs que namoram, mas não são “ficantes”, são os amantes da juventude, amantes da água mineral e dos light. Às vezes de um choppinho, mas consciente.
Avós que fazem questão de votar, pois sabem que com suas experiências poderão ajudar na mudança desta sociedade tão desigual.
São avós que amam seus netos, mas que preservam seu espaço, afinal os netos são seus amigos e não seus dependentes.
De fato, muitos avós são pais e mães. A elas e eles rendo-me o respeito pela grande competência.
Se você inda tem avô ou avó, este é o momento para aquele abraço especial".
Para vocês minhas queridas avós, residentes ao lado de Deus, meu carinho.
ReBiza
Segue um texto de Jacqueline Ferraz da Costa Marangoni, uma reflexão da figura do idoso ou idosa na sociedade contemporânea.
“As famílias têm passado por mudanças importantes em sua estrutura e função, como efeito das recentes transformações socioculturais e históricas nas sociedades ocidentais. O fenômeno do aumento da longevidade é um dos aspectos que colaboram para as modificações na família, influenciando os relacionamentos entre as gerações e diversificando as funções do idoso na dinâmica familiar. Essa nova realidade pode levar as pessoas a experimentar por um período mais longo o papel de avós e ter um convívio mais íntimo com seus netos”.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Noites de inverno
O tempo anda meio frio, mas é muito bom poder voltar a usar roupas que nos tornam elegantes, daquelas que só vemos nas mulheres que moram no Sul.
Botas, cachecol, boina, quanta coisa legal!
E as maquiagens? É nessa época que podemos manter os olhos pintados, sombras (gosto de pouca e bem clara) e batom, que parece durar mais na boca do que no verão.
Esse período do ano dá uma vontade enorme de dormir mais um pouquinho. A cama e travesseiro são nossos aliados.
O frio espanta mosquito! Ih, mosquito, é mesmo!
As cidades serranas são atrativas aos turistas, que procuram lugares para passear, comprar roupas e usá-las, somente, em um período curto de tempo.
Que Brasil, lindo, maravilhoso. Produz até frio!
De ruim mesmo são as alergias, asmas, bronquite, nas crianças e idosos... Ainda esta terrível gripe suína.
Hum... Mas já está anoitecendo e esfriando.
Vou tomar aquele banho quentinho, me agasalhar e me preparar para ver a novela das oito, que começa às nove (rsrsrsr!).
Depois, só mesmo a cama com aquele edredom charmoso, aconchegante, chamando-me para mais uma noite gostosa de inverno.
Botas, cachecol, boina, quanta coisa legal!
E as maquiagens? É nessa época que podemos manter os olhos pintados, sombras (gosto de pouca e bem clara) e batom, que parece durar mais na boca do que no verão.
Esse período do ano dá uma vontade enorme de dormir mais um pouquinho. A cama e travesseiro são nossos aliados.
O frio espanta mosquito! Ih, mosquito, é mesmo!
As cidades serranas são atrativas aos turistas, que procuram lugares para passear, comprar roupas e usá-las, somente, em um período curto de tempo.
Que Brasil, lindo, maravilhoso. Produz até frio!
De ruim mesmo são as alergias, asmas, bronquite, nas crianças e idosos... Ainda esta terrível gripe suína.
Hum... Mas já está anoitecendo e esfriando.
Vou tomar aquele banho quentinho, me agasalhar e me preparar para ver a novela das oito, que começa às nove (rsrsrsr!).
Depois, só mesmo a cama com aquele edredom charmoso, aconchegante, chamando-me para mais uma noite gostosa de inverno.
domingo, 19 de julho de 2009
Um dia do amigo?
Velhas amigas, novas companheiras...
Companheiras novas, velhas amigas!
Apenas um dia é pouco para um prazer tão grande em estar falando para aquela que me fez reanimar, reascender, recomeçar... Amiga sincera, verdadeira, sem máscaras.
Amiga de fé.
Ah, você!
Amiga das horas incertas, amiga de longas datas, amiga até na doença!
Queria retribuir tudo que você sempre foi para mim.
Apesar dos meus defeitos, da minha insegurança, você não me deixou.
Quero continuar ter você em minha vida. Conte sempre comigo.
Velhas amigas, velhas companheiras de caminhada.
Novas amigas, de uma qualidade imensurável.
Ah, um dia.. Um dia vou lhe dizer, olhando em seus olhos, o quanto me ajuda a caminhar. Sem você jamais eu estaria aqui, escrevendo, partilhando as coisas boas que quase esqueci que existiam. Se não fosse você, amiga, meus caminhos seriam muito árduos.
Você me ajudou a superar o medo, a desconfiança, a maldade. Se não fosse você!
Perdoe-me se não sou a pessoa que você sempre lutou para que eu fosse, mas acredite que eu sou aquela que lhe ama muito e quer para sua vida, a mesma felicidade que eu me quero. Desculpe-me os momentos que falhei.
Queria mudar algumas coisas, mas o tempo não apaga. Ficam aqui meus agradecimentos a Deus pela sua existência.
Amigas de velhos tempos... Amigas de novos dias...
Nossas letras nunca se apagarão... AMIZADE...
Quero comemorar-lhe todos os dias do ano.
Felicidades, amiga, é o que lhe desejo!
Companheiras novas, velhas amigas!
Apenas um dia é pouco para um prazer tão grande em estar falando para aquela que me fez reanimar, reascender, recomeçar... Amiga sincera, verdadeira, sem máscaras.
Amiga de fé.
Ah, você!
Amiga das horas incertas, amiga de longas datas, amiga até na doença!
Queria retribuir tudo que você sempre foi para mim.
Apesar dos meus defeitos, da minha insegurança, você não me deixou.
Quero continuar ter você em minha vida. Conte sempre comigo.
Velhas amigas, velhas companheiras de caminhada.
Novas amigas, de uma qualidade imensurável.
Ah, um dia.. Um dia vou lhe dizer, olhando em seus olhos, o quanto me ajuda a caminhar. Sem você jamais eu estaria aqui, escrevendo, partilhando as coisas boas que quase esqueci que existiam. Se não fosse você, amiga, meus caminhos seriam muito árduos.
Você me ajudou a superar o medo, a desconfiança, a maldade. Se não fosse você!
Perdoe-me se não sou a pessoa que você sempre lutou para que eu fosse, mas acredite que eu sou aquela que lhe ama muito e quer para sua vida, a mesma felicidade que eu me quero. Desculpe-me os momentos que falhei.
Queria mudar algumas coisas, mas o tempo não apaga. Ficam aqui meus agradecimentos a Deus pela sua existência.
Amigas de velhos tempos... Amigas de novos dias...
Nossas letras nunca se apagarão... AMIZADE...
Quero comemorar-lhe todos os dias do ano.
Felicidades, amiga, é o que lhe desejo!
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