Ser PROFESSOR

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Minha mãe

O tempo passa e de repente vejo minha mãe aos 81 anos! Cabeça e alma de 50, mas o corpo e as consequências da idade, não.
Ela sabe tudo e me dá conselhos, preocupa-se com minha saúde e meu bem estar. Preocupa-se, inclusive, com minha vida amorosa. Pode? É mesmo uma verdadeira MÃE_AMIGA!


Sua coluna está maltratada pela idade e pelo trabalho de anos a fio em uma máquina de costura. Aguarda há quase um ano um tratamento mais profundo no Hospital Sarah.
Cirurgia? Nem pensar.
Ah!!! Como seria bom se hoje ela fosse mais nova! Poderíamos passear mais amiúde, correr na areia da praia, ir ao Corcovado. Subir e descer escadas e rampas, pulando. Ah... Como seria bom!
Ela, que durante toda sua existência viveu para me apoiar, me respaldar, me dar carinho e educação. Sempre teve um olhar amigo sobre tudo que faço. Nunca me deixou!


Seria maravilhoso se Deus pudesse lhe dar a cura para suas dores. Mas o tempo passou, e muito rápido.
Quase não faço nada para lhe ser grata. O que faço? É o mínimo! Poderia e deveria fazer mais, mas ela é tão nobre que me apóia, inclusive, não deixando transparecer que ela é mais para mim, que eu para ela.
Amo-a muito e queria ser sua filha de novo, tantas vezes eu tivesse que viver.


Deus a abençoe e guarde!
Deus lhe dê felicidades!
Deus lhe proteja sempre!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um anjo chamado Angela

Meu nome é Julio e gosto muito de fazer poesias cantadas ao som da minha viola.
Um dia desses estava passeando pela rua levando minha viola, quando deparei com um grupo de senhoras e crianças na praça principal da cidade onde moro, Milho-Rei. Elas conversavam e muitas criancinhas brincavam.
Comecei a cantarolar alguns dos versos que fiz quando fui ao circo na cidade vizinha. Era um circo onde todos os artistas faziam parte de uma única família. Pai, mãe, filhos, pequenos e grandes, e até avós. Muito legal! Na cidade, o circo anunciava sua chegada com megafone, falando a todos à hora e os dias das apresentações.
- Senhoras e senhores! Lá vem o circo chegando! Os palhaços, malabaristas, a mulher engole fogo, o cachorrinho que anda na corda bamba estão lhes esperando! Não percam a estreia do Circo do Amor!!!

Então fui à estreia e não era verdade toda a atração anunciada?
Tinha um grande picadeiro, jogo de luzes e tudo mais que um circo de médio porte tem. Observei que era um circo especial, feito de amor, pois todos trabalhavam com muito carinho.
O palhaço era também o domador de leões. A mulher "engole fogo" fazia malabarismos rodopiando os pratos no ar. Os palhaços eram os contorcionistas e ao mesmo tempo faziam acrobacias na cama elástica, junto com um lindo cachorrinho!
Que família legal! A união em família é necessária e sempre tudo dá certo.
E... Eu cantarolava em versos aquela beleza de circo.
De repente começou ajuntar a meninada. E quanto mais eu cantava, mais chegava garotada!
Então pensei: por que as crianças de hoje em dia não vão mais ao circo como antigamente?
Ao parar de cantar uma menininha falou se eu poderia continuar porque ela queria saber mais da história, pois nunca tinha ido ao circo e estava sonhando como se estivesse lá.
Recomecei minha cantoria, mas, de repente, a menina começou a chorar. Lembrou que não podia continuar a escutar meus versos, pois deveria levar os salgadinhos à dona Álvara, que havia encomendado a sua mãe.
Saiu correndo sem nem dar adeus!
Parei de cantar por um momento, pois aquela menina me fez repensar algumas coisas tão normais para muitos e para outras pessoas não.
Por que será que muitas crianças não têm oportunidade de ir a um circo? Não estou falando do Circo-Show, aquele que tem tudo igualzinho a um espetáculo na televisão. Falo do circo das cidades pequenas. Um circo simples, mas alegre, aquele que muitos pais ainda podem levar seus filhos.
Lembrei-me, de novo, da menina.
Quis saber seu nome perguntando as outras crianças da praça. Elas não sabiam, pois a menina só passava por lá levando e trazendo salgados que sua mãe fazia. Não brincava, nem sorria. Era uma menina, aparentemente, triste.
Isto me comoveu e pedi às crianças que me desculpassem, pois tinha que ir embora.
Voltei a minha casa e continuei pensando na menina que não podia ir ao circo e, por trás disso, outras coisas que nem mesmo eu sabia que poderiam estar acontecendo com ela.
Alguns dias depois, estava indo à casa da minha irmã Luiza, quando passei pela pracinha. E vi lá, de novo, a menina, parada, olhando as outras crianças a brincar. Talvez a minha espera, a espera da história do circo.
Num impulso cheguei perto dela e disse:

-Olá, tudo bem?
A menina me respondeu:
- Sim e o senhor?
- Eu bem. Você mora por aqui?
- Moro distante, naquela estrada que vai para a cachoeira. O senhor conhece a cachoeira?
- Conheço, já estive lá algumas vezes. É muito bonita. E o que você faz? Estuda? Brinca?
- Eu estudo, mas nem sempre dá para ir à escola, pois preciso ajudar a minha mãe que sustenta a casa vendendo salgadinhos.
A menina continuou a falar:
provasdeamor.com
 - Mas o que eu gosto mesmo é de livros. Gosto de ler histórias e foi por isso que eu, naquele dia, quis escutar a história do circo que o senhor estava cantando.
Então eu falei:
- Um dia eu, sem pressa, terminarei de cantar a história do circo.

Despedimos-nos e combinamos que na semana seguinte, naquele mesmo dia, nos encontraríamos na praça para que eu pudesse fazê-la feliz.

Uma semana se passou e lá estava eu, a espera da menina, envolta das crianças da praça, as mesmas que brincavam nos brinquedos junto às mamães e vovós que lhes tomavam conta.
Esperava a menina, mas pensando na tristeza que ela me passou. E por que estaria tão pensativo por alguém que nunca havia visto antes?
Assim mesmo fui desfiando meus versos.
As crianças prestavam atenção e sem ninguém esperar chega Maria, uma amiga de Angela, que trazia um recado: ela não poderia sair de casa, pois sua mãe estava doente, de cama, e Angela deveria cuidá-la e fazer os salgadinhos encomendados.
Fiquei penalizado com a situação e resolvi ir até a casa da menina com ajuda de sua amiga Maria.
Chegando lá, vi dona Lúcia, mãe de Angela, de cama e Angela preparando os salgadinhos. Angela ficou muito feliz com a minha presença e me apresentou a sua mãe, dizendo que eu era seu amigo. Imediatamente me ofereci para levá-las ao hospital mais próximo que ficava à uma hora de distância, indo de carro. Ao chegarmos lá dirigimo-nos a recepção onde pedi um médico. Dona Lúcia logo foi levada para a sala de Emergência. Ficamos aguardando no salão de entrada do Hospital. Angela estava muito aflita e triste. Acalmei-a dizendo que ela confiasse em Deus, pois tudo daria certo. Ficamos esperando mais de uma hora. Estávamos calados, mas eu sentia a mão de Angela apertar a minha como se eu a estivesse ajudando a superar aquele momento, até que o médico saiu da sala e nos procurou. Disse que sua mãe iria ficar internada por uns dias, mas nada de grave, nada que ela não conseguisse superar. Seu estado era regular e ela precisava de uns dias para se recuperar da anemia e da fraqueza. Fiquei consternado com a situação e pedi a Dona Lúcia permissão para levar Angela à minha fazenda, enquanto ela se recuperava no Hospital.
Voltamos silenciosos, mas felizes, e, ao chegarmos, Angela foi recebida com muito carinho pela dona Cidinha, a querida senhora que fazia nossa comida todos os dias. Era a melhor das cozinheiras de toda região.
Dona Cidinha levou-a até o banheiro e lhe deu roupa limpa de uma de suas netas que morava conosco na fazenda.
Os dias iam passando e esperávamos ansiosos pela recuperação de dona Lúcia. Todos os dias pela manhã Angela saia comigo para ordenhar as cabras para nosso café matinal. À tardinha sentávamos na varanda, com todos os que viviam lá, e cantarolava a hitória do circo que ela tanto gostava.
Passados dez dias sua mãe teve alta do Hospital. Fomos pegá-la, trazendo até a fazenda. Então, fiz um pedido inesperado para as duas. Convidei-as a morar na fazenda para que ela trabalhasse tomando conta da organização da casa principal, mas, em troca, Angela deveria participar das aulas na escola todos os dias.
A resposta foi: SIM!
Todos nós moradores da fazenda ficamos contentes pela resposta positiva.
Angela passou a fazer parte da minha família.

Hoje, após doze anos, Angela cursa a Faculdade de Medicina da cidade e vai ser Pediatra. Pretende, também, fazer parte de um projeto na cidade Milho-Rei para crianças carentes. Sua mãe vive contente por ter realizado um sonho, ser feliz ao lado de sua filha.

E eu... Bem, continuo a cantar os versos para as novas crianças da praça, as que brincam nos brinquedos junto às mamães e vovós que lhes tomam conta.

Regina Bizarro. Contos de Verão. Ed.Especial 2009 / Br Letras.



quinta-feira, 21 de abril de 2011

O que é a Páscoa?

A Páscoa é a festa mais importante da Cristandade. Na Páscoa é celebrada a Ressurreição de Jesus Cristo após ter sido crucificado. Este triste acontecimento deu-se no período entre os anos de 30 ou 31 desta época da Era Comum. A Era Comum, refere-se ao período que mede o tempo a partir do ano 1º no calendário gregoriano.

De onde vem a palavra Páscoa?
A palavra Páscoa advém exatamente do nome em hebraico, Pessachda, festa judaica à qual a Páscoa Cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário... (Fonte: Wikipédia).

Por que a figura do coelho?
A origem dos coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. O coelho significa fertilidade, por isso está relacionado a esta data festiva. É um animalzinho que reproduz muito rápido e em grandes quantidades. A fertilidade era, entre os povos antigos, sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo.

E o ovo de Páscoa? Lenda?
O ovo de Páscoa originou-se dos povos antigos, pois ele é símbolo da própria vida. Conta a lenda que em 1215 na Alsácia, França, um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que estava doente. Por ser o ovo um alimento que simbolizava o início da vida, os povos antigos presenteavam os amigos com ovos na Páscoa. Mas os ovos não eram para ser comidos, eles eram pintados. Os tempos hoje são outros e presenteamos na Páscoa com os ovos de chocolate. Este moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930.

Páscoa é dizer sim ao amor e a vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade.

FELIZ PÁSCOA!

Fonte: sempretops.com

domingo, 17 de abril de 2011

Uma aula sobre Corpos Celestes...

Quer se apropriar da aula de Geografia, para o 4º ano de escolaridade, com o tema Corpos Celestes?

Então, clique AQUI para o plano de aula e  AQUI para a aula em slides.

sábado, 9 de abril de 2011

Triste dia 7

É com muito pesar que, diante dos terríveis acontecimentos da última quinta feira em uma de nossas escolas da rede municipal, venho externar meus sentimentos as famílias dos alunos que tiveram suas vidas ceifadas, aos funcionários e professores desta escola.

Paz, solidariedade, amor.
Precisamos sempre falar de amor. Mas, aqui, do amor incondicional que nos move a fazer e desfazer coisas por amor aos filhos. O amor de mãe.
E por sermos mulheres, sempre prestes a consolar uma criança sofrida, carente, “largada”, sofremos, também, por esta situação de tal forma que não dá para ficar calada diante de uma atrocidade.
Poderia ter acontecido com qualquer uma de nós, em qualquer lugar, em qualquer rede de ensino. 
Estamos diante de um fato inegável no mundo. Um fato que nutre em uma pessoa a capacidade maldosa de acabar com vidas de seres, que nem ao menos conhece! Uma doença escondida, calada, que vai matando aos poucos sem medir consequências.
Um indivíduo [morto em vida] entra num espaço onde crianças desejam um futuro promissor, local impulsionador da felicidade futura e interrompe vidas.
Pelo amor de Deus!
Escola é local de sonhos. Sonhos de crianças, de pais, de professores, da sociedade, dos governantes. Todos querem sonhar com crianças que, no futuro, atuem na sociedade como seres participativos e felizes.

Nossa preocupação hoje é como as crianças que presenciaram essa tragédia entenderão o porquê a vida foi tão má? Pré-adolescentes que carregarão a cena desesperadora de uma fuga, sem saber se sairiam com vida naquele momento.
Nossa! Desesperador! Inúmeros sonhos desfeitos.

Por isso peço a Deus, com todas as forças do meu pensamento e coração, que Ele amenize esse sofrimento. Que todos os envolvidos diretamente tenham o poder de luta, fazendo renascer nas crianças que sobreviveram ao massacre à vontade de ser feliz, de rir, de amar, de acreditar num mundo melhor.
Será uma tarefa muito árdua, mas não impossível. Garra os professores têm! E eles saberão exercitá-la.

Aqui, me coloco a disposição para ajudá-los no que couber.
Sinto muito por tudo isso!

Meu carinho e solidariedade para com todos os que estão vivendo esse sofrimento, pais, alunos e professores da EM Tasso da Silveira.
Força!!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SABERES

'Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos".
"Não há saber maior ou saber menor. Há saberes diferentes".
Paulo Freire

Fantasticamente, Paulo Freire nos possibilitou dividir e aprender saberes. E através desses pensamentos Freireanos, divido este espaço com algumas palavras sobre o saber.

Saber não ocupa espaço, mas há aqueles que sabem mais, como aqueles que nada sabem ou que sabem menos. Dividir nossa experiência sempre foi uma boa fórmula, pois crescem os que aprendem e os que dividem.

Saber aprender e ensinar é um permanente desafio à construção de um cotidiano escolar.  É na escola que fazemos valer as dimensões humanas da ética e da cidadania. Lá, temos o "poder" de instigar alunos a movimentar-se verticalmente em direção a construção do saber e da vida.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Conheça a EDUCOPÉDIA, seja #educontagiado e vista a camisa.

Que lindo!
Parabéns à Educopédia pelo lançamento do Dia E!
O #educontágio contagiou a mim!!!!
Mais uma vez a emoção me pegou de jeito, pois faço parte deste mega processo. Os vídeos foram muito bem elaborados.
As aulas da Educopédia já são valiosas ferramentas de aprendizagem.

NAVEGANDO NA EDUCOPÉDIA
Nossas colegas Clarice, Livia, Gabi, Bê, Raphaella, Paulinha, passaram com muita clareza e segurança o que é e como se faz Educopédia. E, olha que está só começando!
A Lilian, nossa Coordenadora de LP, sempre um docinho de pessoa, contagiou a todos, pois “respira” Educopédia.
E... Nosso querido Chefe Rafael falou com aquela credibilidade que nos contagiou em maio de 2010, na Nave!

EXPERIÊNCIA NO PROJETO PILOTO 2010

Ah, como amo estar aqui!
Feliz em ter a oportunidade de trabalhar para a Educação, tendo recursos tecnológicos como ferramenta para o trabalho com nossos alunos. A Educopédia vai modificar o mundo ao nosso redor!



CONHECENDO A EDUCOPÉDIA PELOS EDUCOPEDISTAS


Abracemos-nos virtualmente... Somos privilegiados!
FELIZ EDUCOPÉDIA para sempre!”

Veja ao vídeo de lançamento aqui.

Regina Bizarro



domingo, 30 de janeiro de 2011

O SEGREDO É TER ATITUDE

Lucas é o tipo de cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.
Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo: "Ah.. Se melhorar, estraga".
Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.
Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Lucas estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei: "Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo".
"Como faz isso" ?

Ele me respondeu: "A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo": "Lucas, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor".
Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo.
Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

Certo, mas não é fácil - argumentei.

É fácil sim, disse-me Lucas. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha.
Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver sua vida.

Eu pensei sobre o que o Lucas disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde, soube que Lucas um dia cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã.
Foi rendido por assaltantes. Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.
Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.
Encontrei Lucas mais ou menos por acaso.
Quando lhe perguntei como estava, respondeu: "Se melhorar, estraga".
Contou-me o que havia acontecido perguntando: "Quer ver minhas cicatrizes"?
Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu.
Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: "Poderia viver ou morrer". "Escolhi viver"!

Você não estava com medo? Perguntei.

"Os para-médicos foram ótimos". " Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom". "Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado".
Em seus lábios eu lia: "Esse aí já era".
Decidi então que tinha que fazer algo.

O que fez ? Perguntei..

Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: "sim".
Todos pararam para ouvir a minha resposta.
Tomei fôlego e gritei; "Sou alérgico a balas"!
Entre risadas lhes disse: "Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto".

Lucas sobreviveu graças à persistência dos médicos... mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira.
E com isso, aprendi que todos os dias, não importa como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.
Afinal de contas, "O SEGREDO É TER ATITUDE".


Nota: A atitude mais difícil de se tomar é a postura para que a mudança aconteça.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Boas festas! Aliás, ótimas festas!

Boas festas! Aliás, ótimas festas!

 Neste Natal...
Desejo que a paz reine em nossos lares...
Que a alegria nos acompanhe em cada dia do ano que se inicia...

Desejo que a beleza seja uma constante para nossos olhos...

Que a emoção flua para todos nós das coisas mais simples da vida...
Desejo que possamos dar atenção às causas mais justas...
Que todas as crianças possam ter a felicidade de uma família...
Desejo que o trabalho não nos falte nunca...
Que o amor permaneça em nossos corações...

Desejo que toda a miséria seja extirpada do Mundo...
Que a saúde possa estar em dia...
E que os hospitais tenham um atendimento de qualidade e atendam a todos, sem distinção...

Desejo, com toda minha fé, que acabe a violência contra os seres humanos...


E que todos sejamos felizes!!!
E, mais ainda, desejo te oferecer, com humildade, a minha Amizade e o meu Respeito!

Agradeço de coração por me visitar durante o ano neste espaço, onde ESCRITOS E LEITURAS 
são norteadores deste humilde trabalho.

Feliz Natal e e um excelente 2011!!!
Obrigada por você existir!

Regina
2010 / 2011

domingo, 12 de dezembro de 2010

E o espírito natalino?

Fim de ano, festas de congraçamento pelo nascimento de Jesus. Mas, também, troca de mensagens e presentes.
Seria esse o caminho certo para comemorarmos o nascimento do nosso Pai?
Não, lógico que não!
Os desejos deveriam estar imbuídos de perseverança em dias melhores, em alegria de homenagearmos nosso amado Jesus, em harmonia para com nosso irmão, em fé para que sigamos a caminhada da vida dedicando mais amor e perdão aos que de nós necessitam. Mas não agimos assim!
Nosso “espírito” ainda não se conscientizou de que temos que ver o dia de Natal com outros olhos, pois somos imperfeitos e deixamos nos levar por isso.
Temos que acreditar que esse Natal deverá acontecer a cada dia do ano novo, para que não percamos o “espírito natalino”, que “é sinônimo de "advento", isto é, celebração de um acontecimento radicalmente singular que marcou a história dos homens: Deus que se encarnou na pessoa de Jesus Cristo”.

“Então é natal!
E o que você fez”?

Não o percamos de vista, para que tenhamos um ano novo com este “espírito natalino”, com Jesus no coração.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

TRADUZIR-SE

Minha homenagem a Ferreira Gullar.


TRADUZIR-SE

Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir-se uma parte

na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar












quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma vitória anônima e uma "presente".

Há seis anos venci uma gincana, a Gincana Cultural Professor Autor, quando participaram 2000 professores de todo Brasil. Foi dirigida pela Profª Doutora Sônia Rodrigues e sua equipe. Todas as informações da Gincana encontram-se AQUI, no Portal da Eucação Pública.

Como aconteceu: Quando me inscrevi, trabalhava como CP de uma Escola Municipal da Cidade do RJ.
A Gincana era totalmente online e cada participante tinha uma espécie de bloco de notas, onde digitávamos os textos direcionados a direção. Só após a aprovação é que os mesmos eram postados nas páginas dos participantes.

Foram 4 meses de muita leitura e escrita. Produzi, aproximadamente, 700 textos e, aproveitando alguns, fiz um livro, um verdadeiro diário de bordo_MINHA VIDA, VÁRIAS HISTÓRIAS, da Editora do Autor, 2006, em parceria com o Projeto Abrace um Aluno Escritor.

Ao fim do jogo sagrei-me vitoriosa, não tendo recebido nenhuma felicitação da minha Secretaria de Educação/Gestão 2004, porém os inúmeros elogios de colegas das escolas e da minha família foram o suficiente para aumentar minha felicidade.
Tenho certeza, fosse hoje, se trouxesse o primeiro lugar ao Município, a atual gestão SME/RJ não deixaria passar despercebido, pois temos uma Secretária envolvida com a resolução dos problemas e o sucesso de todos, alunos e professores.

Sinto como foi importante esse desafio para minha vida, profissional e pessoal, e hoje na ABL, Academia Brasileira de Letras, pelo Projeto POESIA NA ESCOLA/SME/RJ, mais uma vez sinto-me lisonjeada em receber, junto à outras colegas selecionadas, uma homenagem que teve a presença do ilustre escritor e acadêmico FERREIRA GULLAR, conforme foto ao lado.
Nas fotos a seguir momentos de alegria e o encontro com a Profª Celia Napole, Chefe da 5ª CRE, a quem tenho muita estima e consideração.

Abaixo, transcrevo o poema selecionado, de minha autoria
TODAS AS MÃES,
que encontra-se na Coletânea de Poesias/2010_ Profissionais da Educação/SME, página 56 [quem diria, meu número de sorte!].

Em algum dia ouvi dizer
Que uma MÃE é o maior bem,
Eu pensava em criança:
Uma mãe o mundo tem.
Mas na verdade cresci
E tudo quanto eu vivi,
Mostrou-me quem se abstém.




As crianças que as tem
Devem dar-lhes muito amor,
Uma mãe não só amiga,
Como tantas, provedor.
Servem como tantos pais,
Pai e mãe, juntos... Demais!
É alimento e cobertor.


E há muitas com fulgor
Que nasceram para dar,
Mesmo que não seja um filho
De seu ventre a gerar.
Esta mãe, tão poderosa,
Forte e bela, tão formosa,
Quer com fé dele cuidar.


E há que a desafiar
Na mais dura profissão,
Fazendo da sua vida
Uma longa previsão,
Para que seu filho tenha
Mais estudos e que venha
A ser um bom cidadão.




Tantas coisas elas são
E se aqui formos listar
Não dará a enciclopédia
Nem um livro a encadernar,
Pois as mães não têm conceito,
Só a elas o direito
De seu filho acalentar.






E as mães, mesmo além-mar,
De todos locais do mundo,
Cada uma de seu jeito
Tem sempre o mais profundo
Amor pelo o seu filho,
Nada é um empecilho,
Tudo faz em um segundo.

Sem seu bem maior, fecundo,
Tudo pode acontecer
Que vai da triste lembrança
Ao morrer no amanhecer.
Qualquer uma vai ficar,
Sem seu bem a embalar,
No maior de seu sofrer.


Ela, Mãe, é um envolver,
Que nos dá muita esperança,
Mesmo que em nossa velhice,
Muito mais quando criança!
Sempre uma bela homenagem
Fazem dela a decolagem
Para sermos semelhança.

Mas não basta uma festança
Temos que dar alegria,
Sendo bons pra toda vida,
Vivermos em harmonia.
Todos nós temos que honrar
Nossa vida e agarrar
Como fosse último dia!

domingo, 14 de novembro de 2010

Três meses!

Já se passaram três meses e você está ficando um rapazinho. Puxa o cabelo, sorri, faz beicinho... Dedo na boca, alegria lhe sobra...
Já tens tantas preferências! Sua irmãzinha, mamãe, as bobagens do papai, o ventilador de teto [rsrsrsrs!!!!], a TV, o banho, passeio de carro... Ah! E uma coisa importantíssima: vais ser o Menino Jesus, num auto de Natal, com seu pai e sua mãe. Não é lindo?
No início da vida [que sempre lhe será muito grata], você já tem muita coisa para contar, imagine quando você tiver seus filhos e netos? E bisnetos?
Mas, nunca esqueça de Deus, Ele é seu norte. Foi Ele quem te deu essa linda história, uma grande história, uma história que jamais será apagada. Veja quanta coisa você consquistou em três meses! Já poderia estar no livro dos records. 
Mas, e eu, na minha babação de avó, fico observando como o mundo hoje é diferente. Você só falta falar. 
És meu anjinho, anjinho que veio alegrar minha vida. 
Mais uns dias você estará todos os dias comigo. Hum... não quero lhe decepcionar. Quero ser a melhor e maior avó do mundo. Quero lhe dar mais e mais amor, carinho, cumplicidade.
Você é lindo, meu bebê!
Te amo!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

DIA DO POETA _ 20 de outubro

*
Mas... O que mais eu queria
Se não parabenizar
O POETA, é seu dia!
Sempre em versos nos brindar.
A poesia, que é constante,
No momento é importante,
Pois que venha a reinar.

Grandes nomes, nossos Mestres,
Com Gregório apareceu [de Matos]
Sentimento em poesia
Este homem nos cedeu.
Assim chegam muitos mais,
É Vinícius de Moraes
Que a poesia e o amor nos deu.

Seguem, Cecília Meireles
[A mulher se fez presente],
Chico Buarque de Holanda
[Até hoje envolvente].
Carlos Drumond de Andrade,
Tem comigo afinidade,
Mas infelizmente ausente.

E nos versos que carrego
Soa forte o sentimento
De passado e presente
De alegria e lamento.
Sigo na estrada da vida
Apendendo, sem guarida,
E a Deus o agradecimento!

Site importante> http://www.clubedapoesia.com.br/index.html

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dois meses!

Seu sorriso, sua alegria, seu entusiasmo em ser  bebê, me dá uma grande vontade de viver para lhe acompanhar. Dessa forma me faz ter a certeza que dias melhores virão.
Ter você, nos dias de hoje, foi o melhor presente que poderia ganhar. Seu semblante de euforia quando vê sua irmã, nossa! me faz rir com muito prazer.
Enquanto as coisas da vida caminhavam a passos de tartaruga para mim, você chegou com pressa em se mostrar a que veio. Veio para ser e nos fazer felizes!

Você cnseguiu vencer meus obstáculos, acredite? Obstáculos que, pela minha visão, seriam difíceis de transpô-los. E você, com seu jeitinho meigo, conseguiu. Você é a própria sorte, é a própria inclusão do amor.
Que alegria poder estar com você passados seus dois meses de vida!
Decidi escrever hoje, após dez dias dos sessenta de sua vida, justamente para externar que neste dia, Dia da Criança, não é você quem recebe um presente, quem o recebeu fui eu, sua avó.


Te amo meu neto, Enzo!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ainda bem...

Ainda bem...

Ainda bem, somos amigos,
Ainda bem, ouvimos a voz da razão,
Ainda bem, compartilhamos alegrias,
Ainda bem, ouvimos a canção,
Ainda bem, nunca brigamos,
Ainda bem, não desanimamos,
Ainda bem, espero sua ligação...

sábado, 11 de setembro de 2010

FELICIDADE

"Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora"...

Quando Lupicínio escreveu estes versos sua inspiração transcendeu a todas as aspirações. A minha, por exemplo.
Lupicínio soube dar o ar de interior aos anseios do amor, seja ele qual for.

"...A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
mas como é que a gente voa quando começa a pensar..."

O pensamento que voa, voa mais além do mundo, do nosso mundo. 
Saudade... saudade da felicidade sem cortes, sem limites, sem irreverência! Saudade, apenas saudade...
E quando a saudade bate muito forte escuto (AQUI) Caetano, que me embala demarcando meu espaço... colocando um ponto e vírgula, talvez, na minha ansiedade.
Ah, saudade!!!!
RBizarro

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um mês!

UM MÊS!

Hoje faz um mês que você chegou. Nossa, parece que foi ontem!
Vejo seu rosto, seu corpinho, seus pés, tão pequeninos, e de tênis!
Você é lindo acordado, e dormindo da mesma forma. Faz inúmeras caretas e é preguiçozinho, está sempre se espreguiçando. Ainda não me conhece, mas vai me conhecer e espero que me goste.
Todos os dias vou te ver e não deixo de te beijar, sempre no seu pescocinho tão fofo!
Cada dia que passa você engorda um pouquinho, também pudera, mama e dorme.
Vida de príncipe!
Deus te abençoe e durma com Ele e os anjinhos, meu pequenino rei.

Segue um texto de Jacqueline Ferraz da Costa Marangoni, uma reflexão da figura do idoso ou idosa na sociedade contemporânea.
“As famílias têm passado por mudanças importantes em sua estrutura e função, como efeito das recentes transformações socioculturais e históricas nas sociedades ocidentais. O fenômeno do aumento da longevidade é um dos aspectos que colaboram para as modificações na família, influenciando os relacionamentos entre as gerações e diversificando as funções do idoso na dinâmica familiar. Essa nova realidade pode levar as pessoas a experimentar por um período mais longo o papel de avós e ter um convívio mais íntimo com seus netos”.