Ser PROFESSOR

terça-feira, 13 de outubro de 2009

LAMPIÃO

Foi desde os dezoito anos
Que este homem aprendeu
A matar, roubar de ódio,
Pois mataram o que é seu
Sua mãe, mais o seu pai
Sofreram, sem dizer ai,
Alguém ruim um fim lhes deu.


"Vou matar até morrer"
Lampião pensou sem paz,
Com desejo de vingança
Pela morte de seus pais,
Alistou-se em triste bando
Nas terras, se fez andando,
Do cangaço e muito mais.


Logo promovido a líder
Lampião se desertou,
Virgulino era o apelido,
Foi assim que o consagrou.
Matou gente nessa briga
Tudo vindo de intriga
E sua fama se firmou.


Dizem que em suas andanças,
Trucidavam com punhal
Violentavam as mulheres
Matavam qual animal.
Eles não matavam gentes
Sendo assim incompetentes,
Quem lhes dessem um aval.


Andava muito enfeitado,
Esse tal de Lampião,
Com Maria ou sem Maria
Gelo era seu coração.
Nem é tudo verdadeiro,
Muita coisa é derradeiro,
Eu não conhecia não!


Dizem que em cada dedo
Portava um grande anel
Virgulino ornamentado
De ouro e prata, estava ao léu,
Mas ele e seu bando agora,
Morreram, mas muito embora,
Estão no inferno ou no céu?


Virgulino, o cangaceiro,
Escreveu com muito horror
Uma história de sangue
Deixando pra trás a dor
Hoje a família cobra
Das pessoas sua obra,
São lembranças de pavor!

@Rebiza

2 comentários:

Marco Haurélio disse...

Oi, Regina.
Obrigado pela visita.
parabéns por mais este espaço.

Escritos e Leituras disse...

Seja bem vindo sempre, amigo!
Volte sempre!
Obrigada pelo comentário.