Ser PROFESSOR

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dia da Pizza _ 10 de julho


A história da pizza começa antes da Era Cristã e conta-se que os nobres desta época comiam o pão de Abraão, com os seguintes ingredientes: uma massa de farinha, água e sal, levada ao forno bem forte, acrescida de ervas e alho.
Assim foi criada a Piscea.
No Brasil, São Paulo foi o primeiro estado a comemorar esse dia, lá pelos idos de 1985. Na época, o então secretário de turismo, Caio de Carvalho, institui o Dia da Pizza, empolgado pela quantidade de pizzas por ocasião de um concurso estadual, que escolheria as dez melhores receitas de mussarela e margherita.
Para quem gosta, hoje é um bom dia para saboreá-la, mas para mim... hum... Sei não.
Bom apetite!

domingo, 5 de julho de 2009

De mãe para filho

Nesta data importante
Que vamos comemorar
Será seu aniversário
Venho lhe felicitar.
Quero a sua felicidade
Trilhe sempre na bondade,
Só Deus pra lhe abençoar.

Que se faça companheiro
Tenhas um bom coração,
A saúde lhe acompanhe
Na alegria e na emoção.
Juro se eu pudesse dar
Minha vida, pra trocar
Em qualquer situação.

Ser mãe é gratificante

É também forte demais,
Mas precisa persistência
Para caminhar na paz,
Pois seguindo sua trilha,
Sempre amando filho ou filha,
Toda mãe é bem capaz!

Isso é um pretexto agora
Para que vou lhe dizer:
Desejo, sem vaidade,
O melhor do meu querer.
Pra você muita alegria,
Com saúde e paz, que é guia,
Acompanhem seu viver.


Foto autoria do site: http://www.fotoseimagens.etc.br/foto-imagem_mae-e-filho_848.html

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Saudades...


 










Saudades de um bonde que existia,
um bonde já elétrico e de ferro,
um bonde nos trilhos, três vagões.

Bancos de madeira, pessoas nos estribos
e eu nesse bonde, ia e vinha.
Escola, passeios e compras
nos bairros e nas feiras.

Mãe e avó, minhas companheiras!

No bonde... Um maquinista
que parava em qualquer lugar;
Civilidade, respeito, alegria...
Um azul harmonioso

numa noite ou lindo dia.

@Rebiza

Foto: Fonte de pesquisa Bonde 97 Madureira - Penha
http://fotolog.terra.com.br/sdorio:995

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Salão do Livro para Crianças e Jovens


Hoje fui ao 11º Salão do Livro que, este ano, está sendo editado no Centro Cultural de Ação da Cidadania, no Cais do Porto, RJ. Um local privilegiado, onde o rústico das paredes e colunas enormes são envolvidas pelas cores de barro que compõe o cenário.
Foi realmente uma preciosidade estar naquele espaço.
Meu olhar enquanto leitora viu o belo. Viu livros, livros para todos os gostos. Realmente um fascínio aos nossos olhos.
Passeando pelos standers ouvi histórias que tinham muitas cores, palavras, ilustrações... tudo era diferente. Por um momento pensei estar num outro mundo, o da fantasia.
Conversei com uma contadora de histórias que estava num dos standers e me apresentou a vários livros de uma editora que eu não conhecia. Simplesmente, ela conseguiu me transportar para todos aqueles "ç", onde o lagarto se fez personagem. Desfolhava rapidamente os livros e ao mesmo tempo era possuidora de um jeito diferente. Falava com os olhos e com o coração. Fiquei, mais uma vez, nas alturas. Acho mesmo que me transportei para o universo do "faz de conta".
Não cansei nas andanças que fiz por aquele lugar mágico!
Já no fim da tarde fui para a sala de bate-papo onde fui agraciada por participar da palestra do escritor Luiz Antonio Aguiar. Fiquei deslumbrada com o desmembramento da conversa, que se transformou em informal devido as solicitações dos presentes.
Já estava com vontade de quero mais.
Aumentou assim a vontade de me aprofundar neste oceano de palavras, nesta viagem ao interior do tempo... ao interior do livro.
Saí de lá com a certeza que estou no caminho certo, embora lentamente, para enveredar neste mundo encantado.
Esperava encontrar por lá Ana Maria Machado, Marina Colassanti, minha sempre professora Nilma Lacerda, Júlio Emílio Braz (o escritor que tenho a maior estima por ter sido o autor do prefácio do meu primeiro livro), Rosana Murray, Lygia Bojunga, Ziraldo, Bia Bedran e, para mim, a escritora revelação de livros infanto-juvenis, Thalita Rebouças, a mais querida das meninas de 9 a 11 anos que conheço.
Espero retornar em outro dia, quando muita gente miúda estiver andando por lá. Aí sim, tudo ficará mais colorido. Estarei visitando definitivamente o mundo encantado do País das Maravilhas!

domingo, 7 de junho de 2009

Verdades que não gosto de saber. Egoísmo ou medo?

Uma série de reportagens me aflige a partir das notícias dramáticas sobre o “tsunami”, chamando-o agora de “megatsunami”. Cientistas britânicos e norte-americanos fizeram a previsão de um megatsunami na América, mais precisamente no litoral Atlântico dos Estados Unidos, incluindo, também, parte do Brasil. "Isso pode ocorrer na próxima erupção, que pode acontecer no próximo ano, ou pode levar dez erupções(?)", disse Bill McGuire, do Centro de Pesquisas Benfield Hazard, da Grã-Bretanha. Não queria ter lido, mas a curiosidade me fez abrir a página para saber de que forma acontecerá. Observei um egoísmo em mim e me joguei a ler matérias dos meios de comunicação desde os acontecimentos que iniciaram em 26 de dezembro.
Será que estamos as vésperas de um fim trágico do mundo ou, pelo menos, parte dele, ou é, apenas, mais uma matéria sensacionalista? Sei que me dá medo. Não se há nada preparado quanto a uma catástrofe em relação à população. Não se há nada prevenido onde a população pudesse, ao menos, saber como se comportar. Não se há nada de concreto em relação às ondas sísmicas que se deslocariam pelo Atlântico na velocidade de um avião a jato. Minha imaginação foi rápida e quase me afoguei, (imaginem!) no mar de ondas calmas que banham minh’alma. Queria que não houvesse tsunami, megatsunami, microtsunami, ultratsumani, minitsumani, seja lá o nome que for, para que não percamos o fio da meada. Estamos apenas começando a viver. O homem é muito inteligente, mas demais preocupado consigo mesmo, isso ocasiona uma lentidão em suas ações. Deveríamos não ter mais nenhum problema com a natureza, pois já tivemos tempo suficiente de aprender e colocar em prática todas os estudos feitos e o respeito por aquela que é a alma do ar, da terra e do mar, e que nos acompanha na vida, a Natureza.


Postado em http://www.prefacio.net/ em terça, 4 de janeiro de 2005, 17h51.

Soneto ao AMOR E A CIÊNCIA

Escrevo sem dó nem tristeza,
Escrevo com muita alegria,
Essa tarde que nos irradia
Em deleite de uma certeza.

O amor que se aproxima
Dono de grande beleza
Desafia a vã nobreza,
Na criação da obra-prima.

E nos olhos da ciência
O amor faz bem a alma
E com Deus nos dá a calma.

Completando a eficiência
Falo do amor de Deus
Para mim e para os seus.

Planeta

Com coragem e coerência
Falo em verso e com sentido
Pois, registro, sem clemência,
Este assunto conhecido
Deste mundo, que anda pobre,
Toda ação agora é nobre
Ao Planeta que é devido.

Nossa Terra se exaspera,
Raios conseguem passar
E os gases na atmosfera
Aos poucos vai sufocar.
Consciência para o povo
Um pensar, fiel e novo,
Pra o calor não nos matar.

Os esgotos são compostos
De resíduos consumidos,
São produtos decompostos
Logo são favorecidos,
Pois, provêm de hospitais,
Muitos residenciais...
Deveriam ser banidos.

Por você e pelo mundo
Lute com o seu conceito
A encontrar o que é perdido
Nossas matas, com efeito.
E entre o céu, o mar e a Terra...
Terá paz e não a guerra,
Amazônia é um direito!

* Rebiza

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A importância do livro no século 21


As mudanças no mundo aconteceram tão freneticamente, que o livro deixou de ser visto por muitas pessoas, como o único meio de informação. Essas mudanças aceleradas aconteceram após o advento dos computadores.
Embora a Internet nos leve a uma gama imensurável de informações (que podem ser precisas ou não) o livro, que outrora era a única, ainda é a melhor fonte de informação. E partindo desse pressuposto temos a garantia que o livro nos faz deslocar, viajar, para outros continentes, outros mundos, sem jamais termos saído do mesmo lugar.
Viajamos com nossos sonhos, que vagam ou desabrocham em outras terras. Conhecemos pessoas, animais. Conhecemos amores. Vemos o misterioso, a violência. Divagamos em pensamentos...
Como educadores orientamos alunos no século passado e garantimos no Século 21 este mecanismo de informação, entretenimento e cultura, através do prazer. Do prazer de ler. Da imaginação.
Ao lermos um livro evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa.
Um livro é sempre o livro.
Sendo ele bem explorado pela criança desde sua fase infantil, ela compreenderá e se apropriará dos códigos que envolvem esta fabulosa ferramenta. Ferramenta básica para o sustento de uma vida que se inicia através da leitura, seja ela, por desenhos ou palavras. Da série ou Período Inicial até à universidade, estendendo-se por toda vida, o livro é um instrumento que acompanha nossa existência. Ele propicia uma porta à nossa inteligência, investindo em nosso dom natural.
E, por acreditar em tudo isso, lancei-me na grande vontade de escrever. E por prazer.
Compactuei textos vividos ao longo das três décadas de ensino, aprendendo com a leitura, também, de mundo.
Concluo deixando uma pergunta no ar:
- Quem de nós seria o que somos, se não fosse aquele que nos abriu as portas do universo e é tão amado por milhões de pessoas em pleno Século 21?
* Rebiza

Instrução para se chegar ao melhor lugar do mundo

Por um momento pensei que seria difícil descrever o melhor lugar do mundo, porém, com apenas um olhar pude perceber que ele estava aqui, na escola, onde meninos e meninas habitam por algumas horas. Pude perceber que não era difícil instruí-los para que juntos pudéssemos chegar até esse lugar (até ele). Andei mais apressadamente e olhei ao fundo do corredor. Lá estava a grande oportunidade e tão perto! Cheguei na porta e sorri para mim mesmo. Lá guardava meus sonhos, minhas aventuras, minhas descobertas. Abri a porta e entrei.Naquele instante percebi que podia viajar pelos mais longínquos lugares do Planeta e, quem sabe, chegar ao País das Maravilhas! Naquele lugar teria o passaporte para muitas viagens maravilhosas. Poderia estar no país onde as flores cantam e animais falam, onde pedras se movem como um bando de formigas a procura de alimentos e, até mesmo, princesas se apaixonam por sapos que poderiam ser transformados em príncipes da Cidade Cibernética. Nesta cidade os robôs seriam fabricados a imagem do homem e os bonecos seriam transformados em soldadinhos de chumbo... e como pesam! Mas o melhor estaria por vir. Não teria despesas com transporte, não teria cansaço, e, principalmente, seria muito prazerosa. Poderia participar das grandes navegações, ajudaria a descobrir o Brasil! Quem sabe conheceria Adão e Eva? Quem sabe? Então percebi que já estava lá. Estava na Sala de Leitura. Saí de fininho e voltei a sala de aula para dar essa instrução necessária.
Ofereci aos meninos e meninas a maior viagem que podíamos fazer. Com eles embarquei, naquele momento, à viagem fascinante do mundo dos livros.
* Rebiza

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Isso não tem na cidade..

Eu nasci na zona urbana
Conheci muitos lugares,
Mas foi indo ao nordeste
Onde vi familiares,
Que eu tive a felicidade,
Isso não tem na cidade,
De ver simples os olhares!

Os lugares singulares
Que eu vi, participei,
Foram mais que alegrias
Que comigo já guardei.
Isso não tem na cidadeA grande variedade
De carroças que eu andei.

Muitas coisas desfrutei
Quando estive no sertão
Conheci Caruaru
Que tomou meu coração.
São simples, sem vaidade,
Isso não tem na cidade,Este local de emoção.

Pingos d’água pelo chão,
Cantarolar na pracinha,
Brincar na frente da casa,
Papear com a vizinha.
Isso não tem na cidade,Pois nos falta a liberdade
Parecendo criancinha.

Por a pipa, dar a linha,
Jogar bola, pé no chão,
Isso não tem na cidade,Não fazemos isso não!
Quero rir, dar gargalhada,
Fazer muita galhofada
Ser feliz, ter emoção!



Carmem Miranda


(homenagem pela comemoração dos seus 100 anos)

Portugal nos importou
A Maria admirável
Ela é Carmem Miranda
Pseudônimo adorável.
Atriz luso-brasileira
Cantora que ergue a bandeira
De um Brasil incomparável.

Quando pequenina veio
Para o Rio de Janeiro
Instalando-se na Lapa
Quando o pai se fez barbeiro.
Acreditem, se quiser,
Estudou pra ser mulher
Com o hábito costumeiro.

No ano de vinte e seis,
Como se fosse magia,
Carmem apareceu de vez
Em uma fotografia.
Foi na seção se cinema
Sua foto foi pequena,
Pedro Lima a conhecia.

No ano de vinte e nove
Ela foi apresentada
Para Josué de Barros,
De uma vida estruturada.
Ele fez do seu talento
Em teatro e evento
Uma atriz linda e encantada.

E um estilo bem eclético
Movimento cultural,
Surgiu aqui no Brasil
“Tropicália”, sem igual.
Ela é foi considerada
A mulher mais adorada
Da revista e do jornal.

Fez sua fama na América
Do Sul e também do Norte,
Fez teatro de revista,
Fez rádio, TV, que sorte!
No cinema fez sucesso,
Cantou em Inglês, progresso,
Sua alegria foi seu forte.

No mesmo ano lançou
Por gravadora alemã,
Seus primeiros LPs
Conhecendo o lado fã.
Cantou samba e chorinho,
Muitos outros, com carinho,
Que ajudou a sua irmã.

Aqui no Rio de Janeiro
Deu inicio a sua carreira,
Fez sucesso com “Taí”,
Já era mulher faceira.
Nessa época formal
Apontada no jornal
A CANTORA brasileira.

Fez a primeira turnê,
Mas já era nacional,
Em Buenos Aires foi
E voltou logo, afinal,
Pois foi na Rádio Belgrano
Que sucesso, sem engano,
Tornou–se internacional.

“Alô, Alô Carnaval”,
Fez sucesso no cinema,
Com Aurora, sua irmã,
Uma dupla em poema.
“Cantoras do Rádio” foram,
Cassino da Urca estouram
Sai da cena, chega à fama.

Logo foi para os States
Depois lá se consagrou
Após Guerra Mundial,
Carmem naturalizou.
E dali sucesso a viu,
O amor lhe conduziu
E por lá até casou!

Mas nem tudo é alegria
A atriz se entristeceu
Foi dependente de álcool
E na droga se perdeu.
O marido americano
Conseguiu matar seu plano
Nem a Carmem percebeu.

Foi nesse tempo que ela
Retornou para o Brasil
Tratou da sua doença
Todo povo também viu.
Mas do vício fez doença
Nada ela teve em crença
Carmem Miranda partiu!

Hoje temos um Museu
Dedicado à cantora
Nele tem as suas roupas
De mulher arrasadora.
Sempre foi fenomenal
E mulher não teve igual,
Salve Carmem, a propulsora!

"Taí...
Eu fiz tudo pra você gostar de mim.
Ah! Meu Deus não faz assim comigo, não,
Você tem, você tem que me dar seu coração!!!!
"






* Rebiza

quarta-feira, 13 de maio de 2009

História de um par



A muitos anos atrás duas pessoas encontravam-se com a finalidade de viverem juntas para sempre, porém a vida não os poupou.
Anos após veio a separação e caminhos divergentes aconteceram. Cada um foi para um lado sem estarem preocupados um com o outro. Águas rolaram, acontecimentos alegres e tristes os mostraram alegrias e arrependimentos. Porém, anos após, como num passe de mágica, mais uma vez a vida os pregou uma peça. A solidão a dois que ambos sentiam os fizeram deixar para trás experiências boas e algumas mal vividas. Transformaram-se em pessoas diferentes, pois o tempo é a escola da vida. Mudaram hábitos, atitudes, comportamentos. Mudaram muito, quase tudo, mas não perderam a amizade que sentiam um pelo outro. E como dizem: "um raio não cai na cabeça por duas vezes", eles se enganaram. Caiu sim! A vida se incumbiu de os unir num momento especial. E eles se reencontraram. A vontade em viver e reconquistar cada espaço, agora, não tem pressa. A antiga correria transformou-se em prazer de coisas, às vezes, banais. A natureza transfromou-se numa aliada. Um belo por do sol; uma caminhada a dois; o cheiro do ar puro do mar fazem parte desta reviravolta. O respeito transformou-se numa grande verdade, pois amadureceram. Conheceram a dor do não, mas também a alegria do sim. Aprenderam dizer palavras com reservas para não se machucarem, pois, viveram muitos outros momentos: caíram, levantaram, reergueram e reaprenderam com as teorias e práticas que a vida nos impõe. Agora é somente uma questão de paciência. Uma paciência engraçada, onde precisarão, antes de tudo, se reconhecerem. Reconhecerem com os erros e acertos. Saberem se entender. Reconstruírem juntos, e de novo, uma vida a dois baseada na maturidade e coerência. É preciso muita paciência para que ela seja transformada em total alegria. Mas nada será igual à antes. O tempo passou, porém a felicidade não ficou perdida; será reconquistada a vontade dos dois, com lealdade, querência, companheirismo e compreensão.
A felicidade acontecerá. Os dias se ascenderão. As manhãs cantarão, as tardes e as noites resplandecerão. E tudo se acalmará.
* Rebiza

segunda-feira, 11 de maio de 2009

METAFORFOSE do Segundo Milênio

(baseada na belíssima obra de OVÍDIO_Metamorfose)


Darei a este diário
Um toque bem popular,
Por isso vim realçar
Obra de um grande ideário
Decifrando o imaginário,
O mito da criação,
Quando Ovídio em coração
Compos o “Metamorfoses”.
Falarei somente em doses
Com muita admiração!

É quase uma oração
Esta obra estudada,
Transformada parte dela
Em cordel, estruturada.
Mostrarei este Ovídio
Sem mentira e subsídio
Nesta poesia cantada.

Começou sua caminhada,
Março de quarenta e três,
Antes de Cristo ele nasce
E pra o mundo ele se fez.
Latino, este poeta,
E com semente indireta
Escreveu até pra Inglês.

Com a sua altivez
Nessa era ele compos
Entre os anos dois e oito
“Metamorfoses” expos.
Foi o mais ambicioso
Poema, e mais grandioso,
Que pra nós ele dispos.

Doze mil versos compos
Em sua mitologia,
Ele assim a destinou
Hoje para Academia.
Sendo tudo convencível,
Uma idéia admissível,
De nada se associa!

Este tesouro irradia
A total metamorfose,
Onde homens viram fontes,
Rios, pedras... Overdose!
Num universo estrutural,
Tudo ficcional
Verdadeira simbiose.

Seu poema é virtuose
Uma verossimilhança
Mascarando a realidade,
Comentário que não lança.
Nem reflexão se faz
De uma teoria a mais,
Nada tem de semelhança.

Ovídio fez aliança
Co’esta bela narrativa
Desdobrada em poema,
É cantada e abusiva.
E as origens deste mundo
Desenhadas bem a fundo
Global e evolutiva.

Narrativa em primitiva,
Começo da criação,
Chamamos cosmogonia
Que rendeu a relação
Entre o caos e entre a ordem,
Mas que isso nos transbordem
De estudo e de emoção.

Fez a sua evocação
Nesta gigantomaquia,
Fez a eliminação
De Saturno, sem magia,
Que pode ser comparada
A de Cronos e embalada
Por Zeus na Teogonia.

O poeta, em calmaria,
Atribui a criação
Do homem a Prometeu,
Um modelo em extinção,
Que separa o céu e a terra,
E Dermiugo se descerra
A fazer premonição.

E com esta descrição,
Este artista criador,
Vai modelando a imagem
Divina do Salvador.
Ovídio é fenomenal
Sempre intertextual
Fez o homem um leitor.

Quatro eras, este autor,
Apresenta em imediato
Lutam gigantes e deuses
Do Olímpio, um fato ingrato.
Relatando o verdadeiro
Mundo mítico inteiro
E hesiódico de fato.

Seguindo este relato
Com fidedignidade
Vem a idade do OURO
Sem repressão e vontade.
A lealdade e a justiça
Mesmo sem lei é premissa
Conservando a igualdade.

Punição e atividade,
Nesta era, sem ser mouro,
Não havia a repressão,
E a justiça, um ancoradouro.
Os homens eram contentes
Terra e paz, os ambientes,
Conheciam seu tesouro.

Nessa época de “ouro”
Homens colhendo as amoras
E cerejas nas montanhas,
Viam nas suas senhoras,
Assim como a primavera,
Que a brisa calma era,
As mais lindas das “Auroras”.

A fauna em suas afloras,
Os muitos rios de leite,
Néctares são dourados
Pra que a primavera enfeite.
A liberdade e o ócio
Parece ser sacerdócio,
Chegando ao fim o deleite.

Surge a PRATA, sem enfeite,
Surge um Saturno sombrio
Sob o domínio de Júpiter,
Traz o calor, surge o frio,
Encurtando a primavera
Nessa sucessão de Era
A Prata está por um fio.

Sem parecer arredio
O ar abafado soprou,
Sem abrigos e florestas
O boi se resfolegou.
Parecia uma desordem
E nessa premissa, a ordem,
Do homem desamarrou.

Chega o BRONZE, aportou,
Índoles adquiriram
Um caráter agressivo
Com rapidez emergiram.
E a atividade humana,
Condição de vida emana,
Seus efeitos conseguiram.

E por último surgiram,
Marcando a liberação
Cuja trapaça é total,
Homens, dissimulação.
Instalou-se em patamar
Era de FERRO a marcar
Chegando a conspiração.

Violência em prontidão,
Desejo de possuir,
O homem abriu suas velas
A ventos lhe progredir.
Sem conhecer navegantes
Cortam pinheiros, sem antes
Saberem que vão ferir.

Em tempos de competir
Construíram embarcações
P'ra transporem os seus rios
E em solo, demarcações.
Sugando a vitalidade,
A real felicidade,
De outras civilizações.

Forçaram a terra às ações
Que revelou sua riqueza
Escondida entre as sombras
Que um dia deu-lhes nobreza.
Sendo um metal precioso,
Raiz de um mal horroroso,
Sem critério e singeleza.

E no ar dessa tristeza
Encontraram o pecado
Junto ao OURO veio a guerra
Empilhando o abastado.
Ninguém sentia seguro
Cresce a matança e o escuro
Fazendo um triste legado.

Este homem acabado,
Filhos que mataram pais,
Estava subjugado,
Último dos imortais.
Nesta terra ensanguentada
Já não lhe restava nada,
Nem lembrar dos ancestrais!

Por pena desses mortais
Levou Júpiter defender,
Mandou raios, sem clemência,
Aos gigantes pra morrer.
Eles fariam da Terra
Uma pérfida na guerra
Sem o humano combater.

Triste clima, a comover,
Fez a Mãe Terra chorar,
Através daquele sangue
Que esta guerra fez jorrar.
Novos corpos são moldados,
Sendo eles recordados
P'ra sua forma voltar.

Terra que fez transformar
Descendência original,
Mesmo assim a nova raça
Manteve seu lado mal.
Pelos Deuses desdenhada,
Violenta e mal amada,
Filhos do sangue... E afinal?

* Rebiza

terça-feira, 17 de março de 2009

Amazônia do Brasil



Há décadas a Amazônia é cobiçada por vários países. Carregamos o legado de termos em nosso território reservas biológicas que, possivelmente, salvarão o planeta do caos ambiental.
Nessa procura desvairada pelos bens vitais, como a água potável e a biodiversidade, muitos países chegaram a delirar com a idéia de internacionalizar a Amazônia. Se bem que diante deste patrimônio nacional, com uma extensão que supera países como a Bélgica, Holanda, assim, como a Inglaterra, Itália, Alemanha e França, estamos, num futuro não muito distante, correndo o risco de perder nossa soberania, talvez, por sermos o sexto maior país do mundo com o maior ecossistema da Terra.
Num dia desses vi, através de um programa de TV, uma reportagem que mostrava a Internet afirmando que a Amazônia, parte deste imenso Planeta, seria de propriedade mundial pelo ecossistema existente por lá. Fiquei estarrecida de escutar tamanha blasfêmia e convencimento mundial.
Ora sabemos que tudo de bom que rege nosso Planeta e que é para o bem da humanidade é imprescindível de que tenha tratamento adequado para o não desaparecimento na vida da terra, mas até dizer que é patrimônio mundial, isso é demais!
Precisamos, urgentemente, fortalecer nossos ideais pressionando autoridades governamentais, direcionando olhares para demarcações de terras indígenas neste grandioso espaço, onde países e interesses obscuros, por trás da alegação de defesa do direito indígena, consiga obter o controle internacional da Amazônia, que é do Brasil.
Esta Amazônia é farta de flora, fauna e rios.
Esta Amazônia nos dá o legado de sermos privilegiado por Deus.
Esta Amazônia que recebemos de “mão beijada” do Senhor Deus, não estamos sabendo retribuí-la, conservando-a.
Acordemos para o nosso bem e da humanidade.
*Rebiza

Foto fonte de pesquisa: http://salveamazonia.sites.uol.com.br/amazon2.htm